BLOGUE DA ALA DOS ANTIGOS COMBATENTES DA MILÍCIA DE SÃO MIGUEL
terça-feira, 16 de agosto de 2016
Crime de «lesa-pátria»
Oficiais das Forças Armadas criticam
negócio aéreo do combate aos fogos
Joana Almeida Silva, Jornal de Notícias, 11 de Agosto de 2016
O presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas, António Mota, diz que é um «crime de lesa-pátria» a atribuição a empresas privadas do combate aéreo aos fogos florestais.
«O poder político afastou por completo a Força Aérea do combate aos incêndios e isso ninguém entende. É um crime de lesa-pátria», critica o presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas, António Mota, em declarações ao «Jornal de Notícias».
Aquele tenente-coronel diz que não faz sentido os portugueses estarem a pagar o combate aos incêndios a empresas privadas depois de existir uma rede da Força Aérea capaz de responder ao flagelo, com aeródromos e profissionais.
«Os pilotos são pilotos o ano todo e não apenas no Verão. São custos que os portugueses já têm. O piloto tanto sai para fazer o transporte de bombeiros para a Madeira, como está a acontecer agora, como segue para apagar um fogo em Arouca», disse.
António Mota acrescenta que «os militares estão preparados e interessados nessa missão, mas alguém decidiu retirar essa competência à Força Aérea. É um negócio que envolve muitos milhões de euros».
Críticas no Facebook
As declarações do presidente da AOFA surgem horas depois de ter surgido na página oficial da associação no Facebook uma publicação assinada por um coronel que critica o «negócio» aéreo que envolve o plano de combate a incêndios em Portugal.
O texto, assinado por João Marquito, deixa clara a crítica à forma como foi retirada às Forças Armadas a função de operar os meios aéreos envolvidos no combate aos incêndios.
«O MAI (Ministério da Administração Interna) recusou entregar à Força Aérea, a gestão e operação dos meios aéreos de combate a incêndios, bem como os de emergência médica, optando por manter o actual estado de coisas, com várias entidades, várias frotas, cada uma no seu ‘interesse’ e custos acumulados para todos, incluindo contratação dentro e fora do país», pode ler-se na publicação.
Parece impossível... No final do século passado, enquanto o combate aos incêndios florestais foi uma «Missão», a Força Aérea Portuguesa operava os meios aéreos em Portugal, mas quando esse combate passou a ser um «Negócio» arrumaram-se os C-130, os kit MAFFS para os equiparem ficaram a apodrecer, os bombeiros exaustos, os meios de substituição não aparecem e....o flagelo continua.
Quais as vantagens? A centralização dos meios aéreos na Força Aérea com custos reduzidos para o erário público, bem como a poupança em termos de manutenção (dado o background existente) e uma logística dos meios incomensuravelmente mais rápida e operacional.
Parece que, conforme noticiado em 9 Junho de 2016, o MAI recusou entregar à Força Aérea, a gestão e operação dos meios aéreos de combate a incêndios, bem como os de emergência médica, optando por manter o actual estado de coisas, com várias entidades, várias frotas, cada uma no seu «interesse» e custos acumulados para todos, incluindo contratação dentro e fora do país.
Espanha, EUA, Grécia, Croácia, Marrocos, são exemplos de países onde os meios aéreos de combate a incêndios são operados pela Força Aérea local. Parece impossível...
Estudo na gaveta
O anterior governo pediu um estudo sobre a resposta aérea de combate aos incêndios, que defende o regresso dessa competência para a Força Aérea.
A garantia é reiterada pelo presidente da Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA), António Mota, que explicou ao JN que nesse relatório se identificam os meios que a Força Aérea precisaria de voltar a ter para assumir a responsabilidade.
O relatório, «que continua numa gaveta», nas palavras do presidente da AOFA, estima que «a partir de 2018 haveria um lucro para o erário público (2016 e 2017 seriam anos de investimento), uma vez que deixaria de ser necessária a contratação de meios privados para fazer o ataque aéreo às chamas».
sexta-feira, 12 de agosto de 2016
A reconquista de Nambuangongo!
João José Brandão Ferreira, Oficial Piloto Aviador, 10 de Agosto de 2016
Faz hoje 55 anos que o Exército Português reconquistou a povoação de Nambuangongo, na região dos Dembos, Norte de Angola, a 200 Km de Luanda, durante a operação «Viriato».
O Batalhão de Caçadores 96, do comando do tenente-coronel Armando Maçanita, o Esquadrão de Cavalaria 149, comandado pelo capitão Abrantes e o Batalhão de Caçadores 114, sob o comando do tenente-coronel Oliveira Rodrigues, convergiram para o objectivo em três eixos distintos.
O Batalhão 96 tinha o percurso mais longo e foi reforçado por um pelotão de Engenharia comandado pelo alferes Jardim Gonçalves.
A tenacidade e capacidade de comando do tenente-coronel Maçanita, conseguiu que fosse a sua unidade aquela que primeiro entrou em Nambuangongo, erigida como quartel-general da banditagem terrorista da UPA, após penosa marcha, vários combates e quatro mortos.
Coube ao pelotão do alferes Santana Pereira a honra de hastear a Bandeira Nacional Portuguesa na Igreja semi-destruída da vila.
O tenente-coronel Maçanita morreu na sua cidade natal, Portimão, em 17/11/2005, com 88 anos de idade.
Honra aos combatentes
Viva Portugal
(Abaixo os traidores).
terça-feira, 2 de agosto de 2016
Uma operação em território do Zaire
MEMÓRIAS DE UM CAPITÃO
João Sena
A PIDE tinha um prisioneiro que sabia onde era, exactamente, o quartel mais forte e com mais guerrilheiros do MPLA. Situava-se na margem esquerda do Luena, próximo da picada internacional que ligava o Zaire a Angola.
Para se poder atacar este objectivo tínhamos disponíveis, apenas um grupo de combate de 18 militares. Teríamos de atravessar a «chana» que estava completamente alagada, com a ajuda de uma «zorra» do CFB, que estava no LUACANO para pequenos trabalhos na linha mas não se podia perder aquela oportunidade.
As coordenadas do objectivo foram enviadas ao BCAV1883 e à ZIL, uma vez que se situava já em território do Zaire.
Obtida a autorização da ZIL, ao fim da tarde, partimos até a um determinado quilómetro da linha, o mais próximo possivel do objectivo, onde fomos largadas cinco equipas comandadas por mim, pelo Alferes BARREIRA e Alferes CRUZ.
Imediatamente ficámos alagados até à cintura.
Assim tivemos de andar durante a noite, quase vinte e tal quilómetros, até encontrar a antiga picada.
Por indicação do prisioneiro andámos mais uns quilómetros na picada.
Eram três da manhã quando encontrámos o Kimbo encostado à antiga picada internacional.
Numa das suas extremidades havia um grande «parrot» onde, com a luminosidade das brasas, quase apagadas, dormiam os guerrilheiros.
Pretendia-se fazer o golpe de mão ao nascer do dia mas os soldados, com o frio e o ter estar atentos e sem se mexer, começaram a tossir.
Temendo-se que a surpresa fosse quebrada e com a certeza de não estarmos a atacar a população, fizemos fogo sobre os vultos que, imediatamente, responderam com tiros de rajada e saltaram, como gatos, sobre os soldados.
A confusão na noite foi tremenda.
Tiros por todo o lado, com gente a fugir estremunhada em todas as direcções.
As armas do IN foram recolhidas pela PIDE dizendo que depois as entregariam o que nunca veio a acontecer.
Do corpo a corpo sangrento, (a operação mais violenta da guerra que só pode dar testemunho quem a viveu), foram mortos uns quantos IN e feridos dois soldados das NT.
O soldado SILVESTRE LANITA CANDEIAS (CRUZ DE GUERRA de 4.ª Classe) tinha na cara um grande rasgão feito por uma baioneta de Kalash, e o soldado «Madeira», ERNESTO FERNANDES BAETA (CRUZ DE GUERRA de 4.ª Classe), ainda com a sua MG em brasa, tinha um largo golpe no pescoço mas que embora profundo, pouco sangrava.
O regresso foi muito mais difícil.
Tivemos de improvisar uma maca para transportar o CANDEIAS que, não obstante os esforços do maqueiro, CONSTANTINO TEIXEIRA, não parava de sangrar; eram ligaduras sobre ligaduras e ainda teve de ser feita uma transfusão de sangue, de veia a veia, mais o ter de caminhar com água pela cintura, a juntar as emoções e o cansaço já dispendido, tornaram a caminhada muitíssimo mais difícil.
Só por volta das dez da manhã chegámos à linha de onde podemos pedir as evacuações dos feridos e água para beber.
Por via rádio dissemos o quilómetro onde nos encontrávamos e passado um tempo regressámos ao LUACANO.
O CANDEIAS e o «MADEIRA» foram imediatamente evacuados por um avião DO-27, pilotado pelo Cap.PilAV. CARLOS ACABADO, para a enfermaria do LUSO.
Nas operações nas águas da «chana» alagada andávamos só com as botas calçadas, ou seja, sem meias; e lá tive de andar mais de três semanas com os pés negros tingidos pelas botas.
Reconfortante foi o rádio enviado pelo Brigadeiro MACHADO DE SOUSA (RIP), o célebre «MARAVILHAS», professor na AM durante muitos anos.
O pior foi meses mais tarde ter de responder por inquérito, sobre o incidente diplomático com a ameaça de uma valente «porrada» que o Governo português me queria enviar.
Era absolutamente proibido entrar em território do Zaire.
domingo, 31 de julho de 2016
A Suécia prepara-se para a guerra
Um alto comando militar sueco advertiu
que o seu país poderia entrar em guerra
num futuro próximo e que a Terceira Guerra Mundial
está ao virar da esquina.
Carlos Esteban, La Gaceta, 31. Enereo 2016
«La situación de seguridad que estamos viviendo me lleva a la conclusión de que en unos pocos años podríamos estar en guerra», declara sin tapujos el general Anders Brännstrom en un documento filtrado a la prensa previo a una reunión del alto mando del país.
El enemigo, en principio, sería Rusia, del que se teme el supuesto expansionismo achacado a Putin y que tendría en su vecino escandinavo un blanco ideal por no pertenecer a la OTAN.
De hecho, Suecia no solo lleva más de dos siglos sin guerra – desde 1814, cuando se anexionó Noruega por las armas –, manteniendo una difícil neutralidad en las dos últimas guerras mundiales, sino que abandonó el servicio militar como consecuencia del fin de la Guerra Fría, a pesar de mantener su estrategia de «defensa total» pensada para disuadir a Rusia de una invasión.
Suecia lleva desde la última década del pasado siglo reduciendo su ejército hasta que, finalmente, en 2010 abolió el servicio militar en favor de tropas voluntarias. Pero en 2014 se revirtió esta tendencia desmilitarizadora como consecuencia de la crisis de Ucrania. Ese año, la Armada sueca llevó a cabo la costosa búsqueda de un supuesto submarino ruso en sus aguas que sembró el pánico en el país y que resultó una falsa alarma.
Suecia lleva el último año buscando el acercamiento con la Alianza Atlántica e intensificando los esfuerzos de cooperación militar con sus vecinos en vista a las crecientes tensiones en la zona del Báltico.
Preguntado por sus comentarios por el diario Aftonbladet, Brännstrom citó como causas de sus alarmantes aprensiones la posibilidad de que el IS realice campañas militares en Europa o de que Ucrania contagie a toda la zona su situación de inestabilidad hasta el punto de provocar in conflicto generalizado. De hecho, sugiere que la Tercera Guerra Mundial podría estar a la vuelta de la esquina: «Se pueden establecer paralelismos con los años Treinta, la incertidumbre y las dinámicas políticas que llevaron a una guerra mundial. En esa ocasión logramos mantenernos al margen. Pero no es en absoluto seguro que vayamos a lograrlo esta vez».
No deja de ser curioso que exprese tan preocupación sobre su seguridad un país como Suecia, que en los últimos años ha hecho tantos esfuerzos políticos por labrarse otro tipo de guerra: en este caso, civil. La sumisión de sus sucesivos gobiernos a los inmigrantes del Tercer Mundo, de los que ha recibido, en proporción a su población nativa, más que ningún otro país europeo en estos últimos años, ha alcanzado niveles absolutamente patológicos.
Su actitud ha convertido al país en el segundo del mundo en violaciones por habitante y ha trastocado la disparidad de sexos – varones por mujer – a niveles cercanos a los de China, además de crear guetos en los que los servicios públicos apenas se atreven a pisar y que causan constantes choques con los nativos.
El último ejemplo de esta deriva autodestructiva y masoquista se producía esta semana, cuando el Gobierno censuró la primera del diario británico Daily Mail, que informaba del fatal apuñalamiento de una joven voluntaria por parte de un joven somalí en un centro para refugiados menores de edad.
Por otra parte y lógicamente, no todos entre los suecos nativos están de acuerdo con este suicidio a plazo fijo de su pueblo, y la resistencia se está traduciendo en una subida alarmante en la intención de voto del partido antiinmigracionista, acusado de simpatías filonazis, los Demócratas Suecos, así como en la formación de bandas de autodefensa y la intensificación de la violencia radical.
La policía de Estocolmo anunció este fin de semana varios ataques de bandas organizadas contra centros de refugiados, ataques que con toda probabilidad se intensificarán a medida que crezcan los roces entre los recién llegados y la población local y el gobierno siga favoreciendo a los primeros.
Europa está sentenciada por una actitud enloquecida de desprecio a su identidad y a sus poblaciones nativas, pero Suecia es, quizá, la sociedad que más ha avanzado en esa dirección y el país en el que debemos fijarnos para contemplar nuestro probable futuro.
quinta-feira, 28 de julho de 2016
O cardeal Burke adverte
que o Islão quer governar o mundo
Ante el aumento de ataques islamistas en suelo
occidental, el cardenal Raymond Burke, patrono de la Soberana Orden de Malta,
ha advertido que el Islam «quiere gobernar el mundo» y ha hecho un llamamiento
a las naciones occidentales a reafirmar su origen cristiano para frenar su
avance.
(La
Gaceta) En declaraciones a Religion News Service, previas al atentado de ayer en Francia, el cardenal Burke ha criticado a quienes, con el
buen propósito de ser tolerantes, tienden a pensar que el Islam es una religión como
la fe católica o la fe judía, sin comprender que el Islam es «fundamentalmente una
forma de gobierno».
«El Islam es una religión que, según su propia
interpretación, también debe convertirse en el Estado», explica Burke en
su libro Esperanza para el mundo. La diferencia entre Islam y
cristianismo radica en que la primera tiene una clara ambición de
gobernar, según este cardenal.
«Cuando
se convierten en una mayoría en cualquier país, entonces tienen la obligación
religiosa de gobernar ese país», ha sostenido este
cardenal, al tiempo que ha defendido que si lo que quieren los ciudadanos occidentales es ser gobernados
por musulmanes, sólo deben continuar actuando como lo han hecho hasta
el momento.
Burke también ha señalado el grave problema que
afrontan países
como Bélgica o Francia, donde «hay pequeños estados musulmanes» que constituyen
zonas prohibidas para las autoridades gubernamentales. Ha
advertido, además, que quienes no estén de acuerdo con ser sometidos por un
gobierno islámico, tienen razones para tener miedo ante esta perspectiva.
Asimismo, este cardenal ha hecho referencia a
enfrentamientos históricos como la batalla de Lepanto y la batalla de Viena, en
los que las
naciones cristianas lograron derrotar a las fuerzas musulmanas. «Estos
hechos históricos se relacionan directamente con la situación de hoy en
día. No hay duda de que el Islam quiere gobernar el
mundo», ha reflexionado Burke.
domingo, 17 de julho de 2016
1916
100 anos das aparições do Anjo
Sou o Anjo da Paz
D. Nuno Brás, Voz da Verdade, 5 de Junho de 2016
Tem passado particularmente despercebido o centenário das aparições do Anjo aos Pastorinhos. De facto, estas aparições tiveram lugar ao longo de 1916 e precederam as aparições de Nossa Senhora na Cova da Iria. No entanto, as aparições do Anjo são um prenúncio importante da mensagem e dos acontecimentos de Fátima, ajudando-nos a perceber o seu fio condutor.
Na primeira aparição, quando um forte vento sacode as árvores no meio de um dia sereno, aos Pastorinhos aparece a figura de «um jovem dos seus 14 a 15 anos, mais branco que se fora neve, que o Sol tornava transparente como se fora cristal, e duma grande beleza» (Memórias da Irmã Lúcia, I 62). Diz-se «Anjo da Paz» e convida à oração, ao reconhecimento de Deus, ligando desse modo a paz no mundo e a atitude de oração e de adoração.
Outra vez, no Verão e por entre brincadeiras, o Anjo mostra-se novamente a Jacinta, Francisco e Lúcia, identificando-se como «Anjo da Guarda, o Anjo de Portugal». Nesta altura, convida os Pastorinhos a uma das dimensões essenciais do serviço da fé: «De tudo o que puderdes, oferecei a Deus sacrifício em acto de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido e súplica pela conversão dos pecadores». E acrescenta:
«Atraí assim, sobre a vossa Pátria, a paz».
E, finalmente, na terceira aparição, o Anjo dá a comunhão aos Pastorinhos, convidando à adoração eucarística, à comunhão com Cristo e com os seus sofrimentos.
A paz no mundo aparece deste modo ligada à oração, à adoração eucarística, ao reconhecimento do lugar de Deus na vida do ser humano e ao modo como nós, cristãos, no entendemos como membros de uma humanidade sofredora e onde a ausência de Deus faz sofrer.
Não creio que seja, de todo, um centenário a esquecer.
sexta-feira, 15 de julho de 2016
Não há voluntários para a tropa!
João José Brandão Ferreira, Oficial Piloto Aviador
«As únicas nações que têm futuro, as únicas que
se podem chamar históricas, são aquelas que
sentem a importância e o valor das suas instituições
e que, por conseguinte, lhes dão apreço».
Tolstoi
Parte da comunicação social deu-nos a conhecer as preocupações do senhor ministro da Defesa (MDN) Azeredo Lopes, pelo facto de não haver candidatos em quantidade suficiente, para preencher as vagas existentes para voluntários e contratados, nos três Ramos das Forças Armadas (FA), nomeadamente no Exército.
Isto claro, apesar da elevadíssima taxa de desemprego existente no burgo e do sempre decrescente (ridículo mesmo) número de vagas autorizadas pelos sucessivos governos, para as necessidades do funcionamento mínimo, do sistema de forças e dispositivo, que permitam cumprir as missões superiormente definidas.
Ignoramos como é que o senhor ministro deu conta desta realidade, dado ter certamente andado distraído nas suas vidas passadas, mas suspeitamos que tal informação lhe terá chegado após informação comedida e institucional, do senhor general CEMGFA, quiçá do Conselho de Chefes Militares, que numa iniciativa ousada, patriótica e cheia de sentido de Estado, entenderam alertar S. Excelência – pondo em risco, sei lá, as suas fugazes carreiras – de tão lamentável, quanto previsível, facto.
Vou comentar, pela última vez, esta situação de indigência política, cívica e moral, a que o País chegou, pois estou fartinho de contribuir para este «peditório».
Os antecedentes mais recuados que explicam o actual «status quo» – insisto, de indigência e menoridade – têm a ver com a funesta decisão de se acabar com o serviço militar obrigatório, que uma obnóxia revisão constitucional abriu caminho.
Depois de um «intermezzo» perfeitamente surrealista que Salvador Dali não desdenharia, e que passou pela fabulosa novela das campanhas das juventudes partidárias (excepção para o PCP), contra o Serviço Militar, que culminou no SMO de quatro (!) meses, o Parlamento acabou com esta notável demonstração de civismo patriótico, do mais elementar bom senso, que o serviço militar configurava e puseram-lhe um fim, «de facto», em 19/09/2004 (a argumentação de que o SMO tinha falhas – o que era verdade – não colhe, pois o que era necessário fazer era emendar as falhas e não causar a falha maior que foi extingui-lo!).
As chefias militares, de então, vá-se lá saber porque bulas, ficaram a ver navios no alto de S. Catarina, aliás como tem ocorrido com todas as decisões de alguma importância relativamente à Instituição Militar (tribunais; RDM; colégios; IASFA; congelamento de promoções; LPM; saúde militar; ensino, EMFAR, etc., etc., enfim tudo!).
Tal decisão obrigou, de imediato, a IM a concorrer no mercado de trabalho com as outras profissões, mas com meios limitadíssimos para que pudessem fazer face ao mesmo. E iniciou-se uma deprimente e desadequada mudança no sentido da funcionalização da nobre profissão das armas e de uma «civilização» acelerada das estruturas do MDN e não só.
Foi o «estar» em vez do «Ser»!
As razões para a falta de voluntários fundam-se nos factos seguintes:
Em primeiro lugar na falta de empenhamento político. A primeira coisa que fizeram foi passar a bola, isto é, a responsabilidade de arranjar voluntários para os Ramos das FA! Que não tinham os meios, a experiência, nem lhes devia caber, tão pouco, a responsabilidade de tal ónus.
E já se ouviram responsáveis políticos culparem os Ramos de não serem suficientemente «atractivos»! Que cáfila despudorada!
A falta de empenhamento político transparece também, nos programas escolares. A Instituição Militar representa um buraco negro, nos manuais. Nos livros por onde estudei, desde muito novo, falava-se no «glorioso exército português»…
Em segundo lugar temos que contar com a miserável campanha de silenciamento de tudo o que se passa na IM, sobre as missões que cumprem, o conhecimento das suas acções e dos seus valores, rituais e historial.
E nisto, a maior responsabilidade não deixa de caber também aos políticos, mas cabe também, em grande medida, à generalidade da comunicação social e resume-se nisto: o que não passa na televisão não existe!
E o pouco que vê a luz do dia é de um modo geral medíocre, visa a exploração do que corre eventualmente mal, faz a crítica pela crítica, quando não é maldoso.
Por sua vez, os responsáveis políticos o mais que se atrevem a fazer, por norma, (apesar de quase nunca fazerem criticas, em público) é a de exalar frases redondas e de circunstância.
Como é que se pode esperar que os jovens venham alistar-se quando o pouco que lhes chega sobre as FA tem estas características?
Em todo este processo as FA, em termos de relações públicas e de comunicação social, apesar de muito aperreada pelos poderes do Estado, não têm tido o querer e, ou, o saber para dar a volta à equação. E de facto não é fácil dar a volta à situação quando o «inimigo» se encontra onde supostamente devia fazer parte das «forças amigas»…
Em terceiro lugar, temos o aviltamento da sociedade, onde passou a imperar o relativismo moral, o ataque aos princípios, às instituições, à família; ao patriotismo, a tudo enfim, que mantenha a prevalência do bom que há na natureza humana e permitia uma evolução social e nacional saudável.
Ou seja criou-se uma sociedade cujos valores são perfeitamente antagónicos quando não inimigos, daqueles veiculados e exigidos pela vida militar e que ainda se vai tentando preservar quartéis adentro.
Como é que se pode querer que um jovem que está habituado a passar de ano sem estudar e sem saber; que se levanta às horas que quer; que não tem respeito a professores, pai e mãe; inchado de direitos e relapso a deveres; cheio do seu individualismo, egoísta, que não sabe estar conforme as circunstâncias; ignorante de tudo, pendurado na tecnologia alienante e escravo do «deus mamon», vai querer entrar para o serviço militar, onde lhe impõem regras e horários; tem que se vestir e ataviar adequadamente; onde o fazem transpirar quando não lhe apetece; dão-lhes ordens a que ele tem de obedecer; onde o conjunto prevalece sobre o indivíduo e onde mentir, roubar, enganar, ser cobarde, sabujo ou videirinho, ainda dá direito a sanções materiais e morais?
Será que não atinam com nada?
Não quero deixar de acrescentar – não vá restar alguma dúvida – que não é a IM que está mal, mas sim a indigência política, cívica e moral em que a sociedade se transformou!
Aliás, o problema, deve dizer-se, não é apenas português, é europeu (não é por acaso que a União Europeia está no estado lastimoso em que se encontra…).
Por exemplo a tropa francesa está cheia de emigrantes naturalizados, ou de segunda geração (aliás parecido com a sua selecção de futebol!); os espanhóis vão-se aguentando com latino-americanos a quem oferecem também a nacionalidade, isto para já não falar nas unidades estrangeiradas, tipo Legião, «Gurkas», etc. com que alguns vão minorando os problemas da sua mesnada.
Eu sei que os governos portugueses nem sequer têm dinheiro para estas fantasias, pois têm-no gasto a salvar bancos e outras «filantropias» do mais fino recorte, tão pouco para contratarem «organizações de segurança» à moda americana, restando-lhe talvez a oferta de «vistos Gold», para quem se disponha a fazer dois anitos nas fileiras. Talvez pesquem umas dezenas de chineses que se enganem a preencher os papéis, angolanos fugidos ao MPLA, uns tipos do DAESH (que já trazem experiência e tudo), etc.. Aqui fica o alvitre.
Não precisa preocupar-se em agradecer, senhor ministro.
*****
Ora isto traz-nos ao problema maior que não é a
falta de voluntários em termos de quantidade, mas a da sua qualidade. E tudo
isto é consequência do atrás referido.A grande maioria da rapaziada que chega (para já não falar no elevado número de mulheres que é recrutada – já nem vou falar disso...) está cheia de maleitas físicas, derivadas de maus hábitos de vida (visão, coluna, ouvidos, obesidade, etc.); débeis físicos, vítimas do sedentarismo e da educação física incipiente, dada nas escolas; maus hábitos sociais, etc.; ignorantes encartados (a mediocridade do ensino é catastrófica); moralmente aleijados e sem o menor espírito de sacrifício ou capacidade para enfrentar contrariedades, o que faz com que inúmeros desistam às primeiras dificuldades, etc…
Ora mesmo com a água benta toda que se tem aspergido (vulgo baixar critérios e bitolas) não resta um número mínimo de mancebos capazes para o serviço das armas.
E podem oferecer-lhes 10 ordenados mínimos que eles também não vêm…
Finalmente, além de se ter acabado com toda a dignidade política, cívica e espiritual do instrumento militar da Nação, tudo se tem feito para desarticular, tripudiar, reduzir à ínfima espécie, etc., os Ramos das FA e os seus servidores: mudam as regras a meio do jogo constantemente, rebentaram com as carreiras, os poucos apoios sociais existentes e transformando a justiça relativa numa comicidade risível.
Aos voluntários e contratados têm ainda tido a falta de vergonha militante, de lhes tentar subtrair tudo o que lhes acenaram, para que eles, ao engodo, se alistassem…
Se isto é o Estado de Direito Democrático com que enchem a boca, eu tenho de acrescentar que quero é que ele se vá estabelecer no extremo da galáxia, atrás do sol – posto, no calcanhar do universo!
A situação só tem uma maneira de se resolver: oficiais, sargentos e praças: requeiram todos a passagem – efectiva a 30 dias – para a reforma, reserva ou abate ao serviço, em simultâneo!
Já não há pachorra e esta gente que nos tem desgovernado não conhece outra linguagem.
quarta-feira, 13 de julho de 2016
Carácter português supera
a fragilidade francesa
Portugal e os Portugueses vistos por um estrangeiro, por
ocasião da vitória
de Portugal sobre a França na final do Euro 2016.
(Original em inglês)
. . . . .
(Tradução automática)
Carácter português supera
a fragilidade francesa
Uma equipe tinha a vontade de vencer.
O outro teve apenas je ne sais quoi.
Tunku Varadarajan
CET 7/11/16, 01:04
Actualizada 7/11/16, 14:01 CET
O simplista e superficial será tentado a descartar as
finais do Euro 2016 como um final monótono a um torneio monótona
e pobre. Eles vão
estar faltando uma enorme ponto sobre finais de campeonatos - e cerca de futebol em
si.
Portugal derrotou a França por
1-0, e a modéstia do placar obscurece uma infinidade de coisas: drama,
fortaleza, pungência, perversidade, resistência e determinação. O que não
obscurecer o fato de que esta foi a maior conquista de Portugal como nação
desde o dia em que foi admitido na Comunidade Económica Europeia em 1986.
Com todos os pré-match falar deste jogo sendo uma colisão
de frente entre as estrelas as duas equipes "- Antoine Griezmann e
Cristiano Ronaldo - que era fácil esquecer que o futebol é um jogo de
equipa. Um lembrete de que a verdade veio cruelmente aos 25 minutos,
quando Ronaldo estava maca para fora do campo.Portugal, você teria pensado, era
agora uma equipa órfão. O que seria dos homens deixados no campo, sem o
seu jogador da estrela, sua cintilante talismã?
Ronaldo tinha sido ferido no 8º minuto depois de um
robusto, mas não extravagante, resolver por Dimitri Payet. Seu joelho
dobraram e ele caiu no relvado, provocando uma luta grotesca de vaias dos
torcedores franceses. Ele saiu a coxear do campo para o tratamento, então
mancou de volta novamente, apenas para diminuir para o relvado mais uma
vez. Os fãs franceses repetiu sua erupção de vaias - cacophonic e
implacável, uma forma hedionda para tratar um homem ferido; mas o
cavalheirismo não é a força de multidões franceses, que poderia aprender uma
coisa ou duas a partir de alguns dos fãs que estiveram em seu meio de mais
nações desportivas.
Era um paradoxo, mas Portugal cresceu em força com a
saída de Ronaldo; e a França, que parecia invencível até aquele momento,
parecia ter o ar sugado para fora dela. Era como se a partida de seu maior
inimigo tinha deixado sem pistas sobre quem o adversário era agora.
Portugal malha-se em cota de malha; e como o francês
disparou suas flechas, eles não conseguiram furar a defesa Português. O
heróico Rui Patrício, na baliza, era como um personagem de Os Lusíadas.
O futebol era raramente muito, exceto quando Éder marcou
magicamente no minuto 110; e não foi sempre edificante. Em momentos
como este, especialmente nos finais de grandes torneios, é melhor não pensar do
jogo puramente como o futebol. Pense nisso, em vez disso, como um drama
humano mais amplo, um teste de caráter, e de todas as habilidades e artes de
sobrevivência e de penetração.
Então eu não acho que de Pepe - Doughty, vilão,
desconexo, Pepe histriônica - apenas como um jogador de futebol empacotamento
backline de Portugal. Eu o vi como um soldado, um sobrevivente, um
repulsor de hordas que avançavam. Eu não acho que de Nani -
insatisfatórios, muitas vezes decepcionante Nani - como a frente mais provável
para marcar um golo para Portugal; Eu pensava nele como o batedor que
forayed profundamente em território inimigo em busca de fendas e caminhos.
O francês entrou em campo, deve-se dizer, com um certo
suporte, intitulada, e sentia-se, a meio do jogo, que eles estavam indo para
uma punição. Eles desperdiçaram oportunidades em abundância, e Didier
Deschamps vai lamentar sua má gestão de Paul Pogba e sua desconfiança de
Anthony Martial. Ele também vai lamentar, eu suspeito, a ausência de Karim
Benzema, excluído do elenco por razões morais blousy. França perdeu a
agitação da Big Benz; França perdeu a sua vanguarda.
O Português, por sua vez, jogou fiel ao tipo nacional e
histórico. Deles é uma terra que sempre usou seus escassos recursos com
sabedoria, astuciosamente, esticando-os ao máximo grau. Como poderia um
pedaço de terra no extremo ocidental da Europa continental construir para si um
império de tal magnitude. Há uma dourness de determinação, uma fortaleza
defensiva, uma obstinação incansável ao Português que lhes serviu bem no
império e os serviu no campo de futebol na noite de domingo.
Este, lembre-se, foi a última potência européia para
produzir a independência às suas colónias africanas. Houve uma obstinação
para a sua longevidade colonial, assim como houve uma obstinação de seu futebol
na noite passada. A bela francesa, com suas habilidades e emoções e seus
pavão-jogadores, não poderia quebrar o espírito do Português. A equipe
francesa não tem a determinação para uma sucata prolongado. Seu desejo de
"ganhar muito" era muito sufocante.
A final será lembrado mais longo em Portugal, onde ele
será lembrado por uma eternidade. O resto de nós faria bem para admirar os
vencedores para a sua vontade de vencer. Afinal, isso é o que cada equipe
veio fazer no Euro 2016.
Será que gosto de cada equipa a jogar futebol a forma
como esta equipa Português faz? Certamente não. Mas não gostaríamos
cada equipe querer ganhar tão mal como Ronaldo e seu bando de homens
fizeram? Eu acho que o que fazemos.Certamente que fazemos.
Reportagem adicional de Satya Varadarajan.
segunda-feira, 4 de julho de 2016
terça-feira, 28 de junho de 2016
Conferência comemorativa
Olivença e o Tratado de Viena de 1815
Convite
A direcção do Grupo dos Amigos de Olivença tem a honra de o convidar a estar presente na Conferência Comemorativa Tratado de Viena de 1815, que organizará no próximo dia 5 de JULHO pelas 17h30 no auditório do novo edifício da Assembleia da República.
O evento assinalará os 200 anos do Tratado de Viena e contará com as intervenções da senhora professora Ana Leal de Faria e do senhor professor Braga da Cruz. Simultaneamente estará visitável uma exposição documental e bibliográfica com a mesma temática.
A direcção do Grupo dos Amigos de Olivença solicita-lhe o privilégio de nos conceder a sua presença, agradecendo antecipadamente confirmação até às 18h00 do próximo dia 3 de Julho.
A direcção do Grupo dos Amigos de Olivença
Grupo dos Amigos de Olivença
Rua Portas de S. Antão, 58 (Casa do Alentejo)
1150-268 LISBOA
Tlm. 914 172 525
www.olivenca.org – olivenca@olivenca.org
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