BLOGUE DA ALA DOS ANTIGOS COMBATENTES DA MILÍCIA DE SÃO MIGUEL
terça-feira, 12 de abril de 2016
A demissão do general
Comandante do Exército Português
João José Brandão Ferreira, Oficial Piloto Aviador
A coisa conta-se em poucas palavras:
O subdirector do Colégio Militar (CM) – instituição das mais antigas e prestigiadas do país, com provas dadas e obra feita – deu uma entrevista a um órgão de comunicação social, na passada semana.
Nessa entrevista teceu considerações sobre como os casos de homossexualidade detectados no colégio – cujo corpo de alunos é formado, lembra-se, por menores e onde existe internato – são tratados, diria, que desde sempre.
O tenente-coronel – ele próprio, um ex-aluno – nada de grave exprimiu que pudesse pôr em causa a lei ou a moral pública; não faltou à verdade, nem revelou falta de senso ou defendeu qualquer ideia que possa ser interpretada como discriminatória. Tão pouco, ao que se sabe, incorreu em qualquer falta disciplinar.
Porém, logo que a entrevista viu a luz do dia, os tiranetes de serviço de uma área do politicamente correcto, mais as diferentes «antenas» dos abichanados do «lobby gay» (na versão «internacionalista soft», mas com tradução apropriada em vernáculo lusitano), logo gritaram em suas «cloacas máximas», aqui d’el-rei, que há discriminação de género no Colégio Militar.[1]
O senhor ministro da Defesa do alto da sua guarita, sita no Restelo onde, sempre vigilante, é suposto defender a Pátria, dando conta do alarido (que parte da comunicação social ampliou injustificadamente), mandou recado para o general Chefe do Estado-Maior do Exército (CEME) para que o tenente-coronel, no dia «x» à hora «y», já estar removido da sua função (parece que, por enquanto, ainda não o condenou às galés…).
E é esta a razão que, aparentemente, leva o general Jerónimo – que sempre foi um bom militar e sobre quem não impende qualquer mácula – a apresentar a sua demissão. Demissão que também é fruto, seguramente, de um acumular de situações muito pouco apropriadas, de como os sucessivos governos e não só, têm tratado a Instituição Militar e os militares.
Foi uma espécie de «basta»!
Mas uma demissão destas carece de alguma explicação pública. Não só porque políticos que se comportam desta maneira não merecem qualquer respeito e não se devem poder ficar a rir, e porque as Forças Armadas necessitam ser desagravadas e a opinião pública deve saber, por quem de direito, o que na realidade se passou.
E ir ao Parlamento pode ser uma boa oportunidade para lhes esfregar com umas quantas verdades na cara!
Tudo o que se tem passado revela o nulo cuidado com que os sucessivos primeiros-ministros e PR, têm colocado na nomeação dos personagens que vão tutelar a pasta da Defesa (que na realidade nunca existiu, mas sim e apenas a função de ministro para as Forças Armadas…), pois é inadmissível, que tendo o ministro despacho directo com os Chefes dos Ramos, não fale pessoalmente com o CEME (ou lhe telefone) e lhe envie recados, dando ordens que não estão na sua competência dar, e desrespeitando os regulamentos e a deontologia militar.
Por isso quem devia ser demitido era o ministro – que não sabe o que anda a fazer – e não ter sido aceite a demissão do Comandante do Exército. Aqui o Presidente da República tergiversou.
Convém ainda colocar os pontos nalguns «is»: em primeiro lugar o senhor, por enquanto ministro, tem que perceber que o Exército não funciona propriamente como um Partido Político; e, depois, deve meter na sua cabecinha que as Forças Armadas não têm rigorosamente nada a ver com os equilíbrios políticos, que o seu Partido tem que fazer para se manter à tona de água (isto é, no Poder). E se andam acossados pelo Bloco Canhoto aturem-nos como quiserem, mas não tentem interferir e macular as instituições que são o esteio do país e os seus servidores.[2]
Se o Conselho Superior do Exército se tivesse demitido em bloco e os Chefes dos outros Ramos tivessem mostrado solidariedade, talvez outro galo cantasse.
Mas pelos vistos o que está a dar são as marchas de orgulho «gay». Ainda tenho esperança de lá vir a ver um general, fardado e tudo!
Uma outra razão que, estamos em crer, levou a esta decisão por parte do CEME foi a falta de actuação do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, general Pina Monteiro, que terá condescendido com a aberração ministerial, deixando cair o seu subordinado e não se opondo à imolação do subdirector do CM.
Sem embargo não nos devemos admirar: com o anterior MDN, um tal Dr. Aguiar traço Branco, já tinha, enquanto CEME, exonerado o então director do Instituto de Odivelas, por este não estar a ser um zeloso cumpridor da, para sempre maldita, decisão de fechar tão vetusta instituição – que é a raiz recente deste esparvoado caso (a mais antiga é o texto do programa do PS após a sua fundação, em 1973, que defendia a extinção dos colégios militares!) – tendo aquele ministro vetado, mais tarde, a nomeação daquele oficial, que nada cometeu de errado, para um cargo de adido militar, em Madrid (para onde acabou por ir mais tarde).
É por estas e por outras atitudes que roçam o «são as horas que V. Ex.ª quiser que sejam», que os políticos, de um modo geral, perderam o respeito pelas Forças Armadas e pelos militares, e tenham levado, com a complacência e a ignorância de parte da opinião pública e publicada, ao estado de miserabilismo em que se encontram.
E onde tudo está preso por fios.
[1] Embora eu só conheça dois: o masculino e o feminino!
[2] Há poucas semanas o Dr. Azeredo Lopes bolsou um disparate revelador da sua ignorância e intenção: «O IASFA (Instituto de Assistência Social das FAs), não é uma coutada dos militares»…
domingo, 10 de abril de 2016
sexta-feira, 8 de abril de 2016
Uma excelente análise
sobre o «aborto ortográfico»
«Insegurança ortográfica»
«Uma excelente análise, por Acílio
Estanqueiro Rocha, Professor Emérito da Universidade do Minho, Departamento
de Filosofia, Instituto de Letras e Ciências Humanas, sobre a Insegurança
Ortográfica que o AO/90 gerou entre aqueles que aceitaram, sem
pestanejar, a imposição ilegal e inconstitucional deste monumental engano.»
Acílio Estanqueiro Rocha
1 — Já afirmámos que o Acordo Ortográfico veio
criar enorme «insegurança ortográfica», onde esta antes não
existia; subestimaram-se vários pareceres solicitados que alertavam para isso
mesmo. Aliás, no ano passado, o Parlamento recomendou ao Governo a constituição
de um grupo de trabalho para acompanhar o processo de aplicação do AO, com elaboração
de relatório; que se saiba, nem grupo nem relatório.
Mostrámos já que a obsessão pela unificação
ortográfica criou, em vez das duas, três grafias, patente em exemplos simples
(portuguesa/brasileira):
aspeto/aspecto,
detetar/detectar,
receção/recepção,
conceção/concepção,
deceção/decepção,
perceção/percepção,
espetador/espectador,
perentório/peremptório,
tática/táctica,
espetro/espectro,
cato/cacto,
perspetiva/perspectiva,
interceção/intercepção, etc.
Assim se pretende que se escreva agora (em
Portugal) «aspeto», «conceção», «perspetiva», que antes se
escrevia (Portugal e Brasil) «aspecto», «concepção», «perspectiva»,
e que continua a ser «aspecto», «concepção», «perspectiva» (Brasil).
Não entendo tamanha estultícia! Se eu escrever, por
ex., a «receção do texto» em vez de «recepção do texto»,
como evitar que o leitor não pense em «recessão», se é isso que ouve a toda a
hora e sofre no seu vencimento ou pensão? Um brasileiro, ao ler «receção»,
não entende…
Como sabemos, a aprendizagem da ortografia não se
faz só na escola: é um processo quotidiano, multímodo, que envolve a memória
visual; escrever «Egito» causa calafrios: é um triste
espectáculo, que já não tem espectadores mas «espetadores» (a
primeira vez que li, pensei em «espeto»). Aliás, como é sabido, as
grandes diferenças que separam as variantes portuguesa e brasileira da língua
não são ortográficas, mas são lexicais, semânticas e morfossintácticas.
2 — Sobre as consoantes não pronunciadas, importaria
evitar a homografia, por ex., «acto»/«ato» (verbo), «corrector»/«corretor» (da
bolsa), «óptico» (relativo à vista)/«ótico» (relativo ao ouvido),
sendo que, no Brasil, continua a escrever-se «óptico»; seria também
imprescindível evitar a homofonia (por ex., «intersecção» e «intercessão»),
como é necessário ainda evitar o fechamento vocálico («acção», «aspecto»,
«baptismo», «lectivo», etc.). Note-se que o português europeu está a tornar-se,
por vezes, dificilmente inteligível na oralidade, dada a tendência para fechar
as vogais. Já um linguista advertiu que «adoção» (de «adoptar»)
poderia conduzir à pronúncia de «adução» (de «aduzir»); este
é um problema grave: as próximas gerações tenderão a ler «setor», «receção»,
«deceção», etc., sem abrirem as vogais.
As consequências gravosas do AO saltam à vista: ao
contrário de outras alterações ortográficas do século XX, este AO atinge
aspectos estruturais da Língua Portuguesa. Todo este processo tem sido, pois,
arrogante e autoritário.
3 — A sanha em simplificar (complicando) o
português europeu, acaba por o desfigurar como património que opera a comunhão
entre gerações, reduzindo a língua a um mero veículo de comunicação, a um
artefacto instrumental, não atendendo ao carácter consuetudinário e à
estabilidade ortográfica que são dimensões valiosas de identificação. A
simplificação a todo o custo, a redução à pura fonética, como se de uma
experiência laboratorial se tratasse, é uma das consequências mais nocivas do
AO: é assim, por ex., que «acto» se torna «ato»; se, no
artigo anterior, demos o exemplo de «directo», veja-se, entre outros, por ex.,
«acção», do latim «actio», «action» (em inglês), «action» (francês),
«Aktion» (alemão), «acción» (espanhol), «actiune» (romeno).
Tal afasta o Português europeu dessas línguas
europeias românicas e germânicas (incluindo o inglês). Por isso, o AO
vai dificultar que alunos portugueses aprendam (sem erros) línguas estrangeiras
e que estudantes de países europeus aprendam (sem erros) o Português.
Note-se que na língua inglesa abundam palavras com
consoantes e vogais não pronunciadas, as «silent letters» – «dou(b)t»,
«forei(g)n», «ni(gh)t», «thou(gh)t»,
etc.
Ao pretender-se que a grafia coincida com a
«pronúncia», esquece-se que esta é contingencial, variando de país para país,
de região para região, de pessoa para pessoa. Aliás, se nos orientássemos
apenas por critérios fonéticos, deveríamos escrever, por ex., «úmido» (como
no Brasil), o que seria por demais ridículo.
Não conheço nenhum AO em nenhuma outra língua.
Quem se preocupa com a unificação do inglês? E há, pelo menos, dezassete
variantes do inglês, meia dúzia do alemão, quinze do francês e vinte do espanhol.
Trata-se de mais uma originalidade da política
portuguesa, própria de políticos modernaços mas ignaros, pós-modernos, que não
sabem o que é um livro; se citam versos de um poema, é só ao jeito de tique
decorativo.
Os ministros da defesa e da educação
ao serviço do lóbi dos invertidos
![]() |
| O chefe
do Estado Maior do Exército, general Carlos Jerónimo, com o ministro da Defesa Nacional Azeredo Lopes |
Correio da Manhã, 7 de Abril de 2016
Chefe do Estado-Maior do Exército demite-se
Demissão surge na sequência de denúncias de que o Colégio Militar
não aceita alunos homossexuais.
O chefe do Estado-Maior do Exército, o general Carlos Jerónimo, apresentou esta quinta-feira a demissão ao Presidente da República.
O pedido de demissão surge na sequência de denúncias de que o Colégio Militar não aceita alunos homossexuais.
A demissão foi apresentada ao final da tarde.
O Presidente da República aceitou o pedido de exoneração do chefe do Estado-Maior do Exército.
Marcelo Rebelo de Sousa agradeceu os serviços relevantes prestados à Nação por Carlos Jerónimo.
Colégio Militar exclui alunos homossexuais
O subdirector do Colégio Militar, tenente-coronel António Grilo, admitiu que a instituição contacta as famílias dos alunos e aconselha-os a retirar os filhos da escola quando descobrem que eles são homossexuais, para os proteger dos outros alunos.
«Falamos com o encarregado de educação para que percebam que o filho acabou de perder espaço de convivência interna e a partir daí vai ter grandes dificuldades de relacionamento com os pares, porque é o que se verifica, são excluídos», afirmou ao jornal digital «Observador». O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, pediu explicações ao Estado-Maior do Exército, que tutela a instituição de ensino.
O ministro da Defesa Nacional iniciou processo de substituição do general CEME
O ministro da Defesa Nacional, Azeredo Lopes, anunciou que já iniciou os procedimentos adequados visando a substituição do general Carlos Jerónimo, que hoje pediu a exoneração do cargo de chefe do Estado-Maior do Exército.
Em comunicado, o gabinete do ministro Azeredo Lopes afirmou que na sequência do pedido de demissão, que foi aceite pelo Presidente da República, «foram iniciados pelo Governo os procedimentos adequados com vista à nomeação de um novo» CEME.
A Lei de Bases da Organização das Forças Armadas prevê, no artigo 18.º, que os chefes de Estado-Maior dos ramos são nomeados e exonerados pelo Presidente da República, sob proposta do Governo, que deve ser precedida da audição, através do ministro da Defesa Nacional e do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.
Na mesma nota, o ministro da Defesa manifestou «o seu apreço e consideração pessoal e profissional» pelo general Carlos Jerónimo, que estava no cargo há dois anos.
«O ministro da Defesa Nacional manifesta o seu apreço e consideração, pessoal e profissional, pelo senhor general Carlos António Corbal Hernandez Jerónimo pela valiosa colaboração com a tutela durante o exercício do seu mandato e pelos serviços que tem prestado, e certamente continuará a prestar, ao Exército, às Forças Armadas e a Portugal», refere o comunicado.
Questionado pela Lusa, o porta-voz do Exército disse que o general chefe do Estado Maior do Exército «solicitou a resignação do cargo por motivos pessoais».
segunda-feira, 28 de março de 2016
População sueca está a abandonar Malmoe
Para todos aqueles que ainda não entendem o que se está a passar debaixo dos seus narizes, vejam os dois anexos. Se depois de o fazerem ainda teimarem que está tudo bem e que não é preciso fazer nada urgentemente, merecem o que lhes vai suceder, a cada um e aos seus descendentes. Continuem a preocupar-se apenas em serem politicamente correctos de acordo com uma certa esquerda pacifista bem representada nos media, ou a preocuparem-se apenas com os negócios, e qualquer dia, tal como em Oslo, Bruxelas, Amsterdão, Londres ou Paris vão passar a viver de acordo com a jihad!
A maior cidade da Suécia está a ser abandonada pelas autoridades e pelos habitantes. Com 30% de população imigrante, os suecos sentem-se agora estrangeiros no seu próprio país e estão a abandonar a cidade. Nas ruas vigora a lei dos gangs jihadistas com intimidações, espancamentos e violações.
Quando há uns anos o Papa Bento XVI dizia que o islão é a religião com o Corão numa mão e a espada na outra, foi condenado por não ser «politicamente correcto»...
A verdade aí está! A civilização europeia, que custou 1000 anos a construir-se, vê-se perante a situação de a médio prazo retroceder 1500 anos!
E a Europa que faz? À luz dos direitos humanos e da liberdade de expressão e de religião (o que não acontece nos países islâmicos, em que os cristãos são perseguidos e massacrados), não faz nada...
Quando acordarem, que não seja demasiado tarde, em que todos os cristãos serão os infiéis!
Onde é que eles são felizes? Na Europa, está claro! Onde mordem a mão de quem lhes dá de comer...
http://www.jihadwatch.org/2004/09/muslims-rule-major-swedish-city.html
http://www.cbn.com/tv/embedplayer.aspx?bcid=1509282970001
domingo, 20 de março de 2016
sexta-feira, 18 de março de 2016
Activistas dos invertidos pretendem proibir
o filme «Pink» que descreve o sofrimento
das crianças por eles adoptadas
México, 11 de Março, de 2016 (LifeSiteNews) – Uma nova imagem exibida nos cinemas mexicanos está
revelando pela primeira vez ao público para uma representação implacavelmente
realista dos perigos e danos sofridos por crianças adoptadas por casais
homossexuais.
Pink: Não é o que eles dizem que é, que se estreou no Duzentas Telas neste fim-de-semana na
cadeia Cinemex de teatros, é a história de um casal homossexual que adoptou um
menino expondo-o inevitavelmente ao caos e confusão gerada pelo seu estilo de
vida promíscuo.
Retrato intransigente do filme da subcultura gay tem
provocado protestos dos activistas homossexuais no México, que pediram às autoridades governamentais para proibir
a exibição do filme nos cinemas do país.
O Conselho Nacional para a Prevenção da Discriminação (Copred) do
governo federal, inicialmente, recusou-se a agir, mas agora o seu secretário
pediu para aumentar a classificação do filme para outro mais restritivo (que é
actualmente acessível para aqueles que tenham idade igual ou superior aos 15
anos). Pediu também para que a indústria do cinema elimine os «estereótipos,
preconceitos e estigmas» associados às «famílias» homossexuais.
O «casamento» homossexual e a adopção são legais na
capital do país, Cidade do México, há vários anos, e o Supremo Tribunal está
gradualmente a tentar impor a redefinição do casamento em todo o país, apesar
dos protestos das pessoas e a resistência dos legisladores estaduais. A
grande maioria dos mexicanos continua a opor-se à adopção por homossexuais.
Confusão e tristeza
Pink oferece
um sincero exame das consequências sociais, psicológicos e espirituais da
exposição de uma criança para a homossexualidade.
«Porque é que todas as crianças têm um pai e uma mãe, e
eu tenho dois pais?» o menino adoptado, em lágrimas, interroga o seu
«pai» homossexual numa cena
de uma passagem do filme.
A criança adoptada começa a sentir confusão sobre a sua
identidade sexual e como ele é repetidamente exposto à influência lasciva e
perigosa de uma grande variedade de personagens bizarras típicas da subcultura
homossexual. Ele encoraja um amigo para abraçar as suas próprias formas
cada vez mais afeminadas desse comportamento. Ele também sofre de chacota
e rejeição social dos seus colegas de escola.
O casal homossexual encontra vários cristãos que
intransigentemente se opõem à sua relação e procuram convertê-los.
«Como é terrível que as crianças cresçam com os
homossexuais. Elas vão crescer com tendências [homossexuais]», observa
uma. Outra diz a um membro do par que os seus actos sexuais com o seu
namorado são «não-naturais» e pergunta se ele está realmente feliz.
Um membro do par, em última análise arrepende-se depois
de ler a Bíblia e rejeita o homossexualismo, enquanto que o outro não ficando
contagiado com HIV (SIDA).
Produtor responde às críticas
O filme tem sido criticado por baixos padrões cinemáticos
e representações exageradas de homossexuais ultra-afeminados. Foi
produzido com um orçamento de cerca de meio milhão de dólares por um cineasta
evangélico Francisco del Toro, um ex-actor e evangélico protestante que já fez
filmes sobre uma variedade de temas, incluindo a toxicodependência, os danos
causados por práticas ocultas e dedicação à família.
Del Toro tem rebatido acusações de «homofobia» feitas
contra ele por activistas homossexuais.
«As crianças não devem ser troféus para o movimento
gay. Os interesses da criança devem prevalecer na adopção», disse o
cineasta numa entrevista recente.
A respeito da sua representação de uma criança seguindo
os seus «pais» homossexuais no seu estilo de vida gay, Del Toro observou que «uma
criança absorve o comportamento e costumes da casa como uma esponja, e se não
acredita nisso, explique-me porque há famílias que durante gerações têm sido
sequestradores ou ladrões de bancos».
Ele negou que o filme é «homofóbico» e incentivou o
público a vê-lo por si mesmo, em vez de prestar atenção aos seus detractores.
O retrato do estilo de vida gay em Pink reflete-se
em numerosos estudos que estabeleceram altas taxas de promiscuidade e
instabilidade nas relações entre homossexuais, que também sofrem uma frequência
substancialmente elevada de infecção por HIV, bem como muitos outros distúrbios fisiológicos e psicológicos. Os estudos também indicam que as crianças adoptadas por
homossexuais sofrem taxas significativamente mais elevadas de
problemas emocionais e de desenvolvimento e têm uma maior taxa de tratamento
para problemas de saúde mental.
Pablo Cheng, um famoso actor mexicano e homossexual que
interpreta um dos dois homens que adoptam, disse à publicação TV Notas que se
opõe à adopção homossexual.
quarta-feira, 9 de março de 2016
Do género da parvoíce
Inês Teotónio Pereira, Diário de Notícias, 5 de Março de 2016
A minha filha tem uma voz fininha que até podia achar
esganiçada se não estivesse a falar da minha filha. Ela é muito delicada, amua
e reclama que é muito sensível. Tem pânico de aranhas e quer ser educadora de
infância. Adora vestir-se de princesa e fica horas na casa de banho a
pentear-se. Ela e as amigas gostam de brincar aos cabeleireiros e sentam-se nos
cantinhos a falar e a rir de tudo e por nada.
A minha filha cresceu com cinco irmãos a infernizar-lhe a
vida e ela a vida deles. Ao princípio, quando era mais pequenina, queria ser
maria-rapaz já que não podia ser rapaz – uma injustiça. Mas ela combatia a
injustiça: batia nos rapazes, gritava mais do que eles e levava uma bola para a
escola. E lá ia ela, com a voz esganiçada, medo de aranhas e bola debaixo do
braço. Acabou por desistir da bola porque, dizia: tiravam-na dos pés só por ela
ser rapariga.
Lá está. Quando a minha filha soube que o último irmão
seria rapaz, chorou. Perguntámos
pela razão do desgosto, já que ela seria sempre a única menina. Sem concorrência.
Mas ela só chorava. Até que gritou: «Eu queria ter uma irmã para poder brincar
com coisas de meninas.»
Ups... Mas o que é isto? Isto é sinal de que a minha
filha padece de «atitude discriminatória que reforça os estereótipos de
género», como diz a secretária de Estado da Igualdade – uma feroz opositora da
«prática de dividir brinquedos por sexo». A minha filha discrimina, divide. Ela
nunca gostou de carrinhos ou de futebol – coisas de rapazes, diz. E eles? Eles
também. Eles, Deus lhes perdoe, não apreciam a Barbie e evitam pintar as unhas.
Só há uma solução para isto: acabar com os Happy Meals
discriminatórios – óbvio, o fim da divisão das roupas, das palavras, mães e
pais e tudo o que se divida na cabeça da secretária de Estado da Igualdade. Já
agora, quando é que escolhem um homem para esta pasta?
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quarta-feira, 2 de março de 2016
A visita do Presidente da República
e as contradições insanáveis
João José Brandão Ferreira, Oficial Piloto Aviador
O professor Cavaco Silva cumpriu, em final de mandato, uma visita à Sociedade Histórica da Independência de Portugal (SHIP), sita no antigo Palácio dos Almadas, no Rossio de Lisboa. Esta sociedade foi fundada, em 1861, em reacção a um surto de iberismo que, à época conhecia um atrevimento pouco usual.
Congratulámo-nos com a visita da mais alta figura do Estado, ocorrida no passado dia 16 de Fevereiro, já que o político Cavaco Silva nunca se tinha deslocado à SHIP, enquanto nas actuais funções.
A visita honra a SHIP e também honra o Chefe do Estado, pois a casa que o recebeu não é uma casa qualquer: é uma antiga instituição da sociedade portuguesa, com desígnios elevados, pergaminhos obtidos e obra feita.
Obra que, infelizmente, não está acabada e tem muito caminho a fazer pela frente…
A visita e a cerimónia correram bastante bem.
Os discursos foram equilibrados e enxutos.
Quando chegou a vez, do PR chegar à fala – o qual se apresentou anormalmente descontraído e bem – disposto – o fluir do discurso também surtiu bom efeito até chegar à parte em que referiu serem os tempos diferentes dos de 1861 – subentendendo-se que as ameaças estariam esbatidas – e entrando na defesa simultânea da Independência Nacional (que é o objecto estatutário n.º 1 da SHIP) e da União Europeia. Se bem que, no referente a esta última entidade, estivesse longe de tecer os encómios ouvidos durante a sua longa carreira política.
Ora aqui é que os professor Cavaco Silva e o PR Cavaco Silva entraram, ambos, numa contradição insanável.
Em primeiro lugar porque a situação actual sendo diferente da de 1861, é pior, sobretudo no que diz respeito à Espanha e ao iberismo. Muito pior.
Em 1861 houve reacções patrióticas, hoje não há quase nenhumas; em 1861 tínhamos uma fronteira real com a Espanha, hoje essa fronteira está esbatida; naquele tempo vivíamos costas com costas, hoje está tudo misturado; no século XIX, a maior ameaça, a mais visível, era a militar, hoje é fáctica, mas em todos os outros âmbitos ela cresceu desmesuradamente, nomeadamente no campo financeiro.
Em 1861 a Espanha estava em decadência e não pertencia a nenhuma aliança de que nós fossemos parte; hoje é uma média potência com interesses no mundo inteiro e está em todas as alianças, à excepção da Aliança Inglesa, onde nós estamos. Aliança que o Estado português há muito despreza, ao ponto de nem no Conceito Estratégico de Defesa Nacional nem no Conceito Estratégico Militar, a ela se faça sequer uma referência.
Estando o ponto ilustrado, não nos vamos estender mais.
O professor Cavaco Silva já certamente aprendeu há muito, que os «Lusíadas» têm 10 Cantos, mas parece que há coisas, por mais anos que permaneça em altos cargos, nunca vai conseguir ou querer aprender.
Em segundo lugar porque a compatibilidade entre a salvaguarda da soberania nacional e a fuga para a frente federativa da UE, é um símbolo de impossibilidade. E o actual PR, que se tem mostrado um adepto dessa tese, tem obrigação de saber isso.
Mas nunca quis, nem o Partido a que sempre pertenceu (já agora, os outros também), alguma vez discutir este grave assunto, nem que fosse pela rama. E nunca quiseram, outrossim, que a população portuguesa se apercebesse das consequências.
Fizeram até, ao tempo do doutor Jorge Sampaio como PR, com o apoio da maioria das forças parlamentares da altura (2004), uma revisão constitucional quase furtiva, em que introduziram um clausulado que nos escraviza às directivas emanadas de Bruxelas!
Ora o interesse português em estar nesta organização europeia indefinida, esgotou-se aquando do Tratado de Maastricht, que entrou em vigor, a 1 de Novembro de 1993 e subsequente adesão ao «Euro», ao qual o nosso país nunca devia ter aderido.
Assinámos aí a nossa certidão de óbito enquanto Estado-Nação.
Aliás a própria revisão constitucional citada, é ela própria, anticonstitucional e inconstitucional…
Anda toda a gente (enfim a minoria que disto tem conhecimento) a assobiar para o lado.
Há quem afirme, e serão a maioria, que a soberania plena, ninguém a tem hoje em dia, muito menos os pequenos países. A soberania é resultado da habilidade que se tem em gerir as diferentes interdependências.
Bom, tal asserção é razoável e factual e é isso que Portugal e os portugueses têm feito, com altos e baixos, desde Afonso Henriques. Até há cerca de 40 anos.
E deixámos de o fazer porque nos abandonámos…
O sentimento de perda, o choque, o corte cerce com o passado e o desvario das paixões foi de tal monta e afectou-nos de tal modo, que ainda hoje não recuperámos.
Destarte, a «elite» política que tem estado à frente dos destinos do país, deixou de querer saber do objectivo nacional histórico permanente, que está à frente de todos, e vem do princípio da nacionalidade, consubstanciado na independência nacional e na defesa da integridade do território e salvaguarda da respectiva população.
Pensaram que Portugal deixou de ter ameaças; abandonaram a política externa em favor do mero exercício das relações internacionais; deixaram cair os reflexos centenários da defesa e segurança e assumiram que a NATO, a ONU e a CEE iriam tratar de nós.
Por isso é que a única coisa consistente, que todos os governos portugueses têm feito desde então, foi o de destruírem todo e qualquer resquício do poder nacional português, de uma forma sistemática!
E foram-se «esquecendo» de diversificar as tais «dependências», colocando os ovos todos na UE.
Ora sem «Poder» efectivo não se pode influenciar coisa alguma, logo não estamos em condições de poder gerir as tais interdependências…
O professor Cavaco Silva adepto confesso, ao que se sabe, da libérrima «Escola de Chicago», foi um dos principais obreiros da destruição dos sectores primário e secundário da nossa economia, apostando tudo no sector terciário, ou seja nos serviços.
E ajudou a permitir que se desregulasse o sistema financeiro e a banca, na onda da mesma escola…
Erros dramáticos que, aos poucos, vão ficando claros no horizonte nacional.
O político Cavaco Silva, que teve aquela infeliz tirada de que nunca se enganava e raramente tinha dúvidas, enganou-se muito e só lhe ficava bem pedir desculpa pelo mal que fez a Portugal, sem embargo de lhe darmos o benefício das boas intenções.
Mas dessas sempre se ouviu dizer que o Inferno está cheia delas.
Esta visita foi praticamente ignorada pela comunicação social, uma prática, aliás, corrente. É claro que não se trata de «censura», mas apenas e somente, de opções de redacções livres e democráticas!
Excepção para uma notícia do jornal «O Público», logo no dia da visita, hábil e manipuladoramente escrita, que mistura factos com opiniões, tendentes a levar o leitor a intuir que a SHIP é uma instituição passadista e ligada ao Estado Novo.
Lembramos ao senhor jornalista que a SHIP já atravessou quatro regimes políticos completamente diferentes uns dos outros e contínua de boa saúde e que o objectivo da sociedade não é defender políticos, políticas ou regimes, mas valores e princípios que se coadunam com a preservação de Portugal como entidade autónoma na comunidade mundial.
E que os termos «Deus, Pátria, Família», que escolheu para destaque, dando-lhe uma conotação negativa, são de sempre, são respeitáveis e são elevados. São, até, naturais e de simples bom senso.
Os cães ladram e a caravana passa.
Nota:
Este escrito apenas vincula a minha pessoa e não qualquer órgão social da SHIP.
De que falamos quando falamos de eutanásia?
Filipe d'Avillez
O que é eutanásia voluntária? E involuntária? Qual
é a diferença entre esta e outras práticas médicas como a ortotanásia, a
distanásia e os cuidados paliativos? Explicamos estes e outros conceitos na
semana em que se instalou o debate sobre a eutanásia.
A palavra eutanásia vem do grego e significa «boa
morte». Em termos médicos, contudo, significa pôr termo intencionalmente à vida
de uma pessoa, normalmente de alguém que sofre de uma doença incurável ou que
está em grave sofrimento.
Há diferentes tipos de eutanásia, conforme envolvem
a manifestação de uma vontade da pessoa doente ou em sofrimento, ou não, mas
envolve sempre uma segunda pessoa que toma parte no acto, sendo isso que a
distingue do suicídio.
A eutanásia é voluntária quando
existe um pedido expresso por parte da pessoa para ser morta. É não
voluntária quando essa decisão é tomada por outra, normalmente um
familiar, porque o doente não tem capacidade para o fazer. Este último tipo não
deve ser confundido com eutanásia involuntária, que é o
acto de matar alguém doente, que tem capacidade para manifestar a sua vontade
mas não o faz, ou porque a opinião não lhe foi solicitada, ou porque não quer
morrer.
Há outras situações em que é a própria pessoa que
toma a medida que põe fim à sua própria vida, mas fá-lo com a ajuda de outra
que, por exemplo, lhe fornece uma dose letal de medicação. Nestes casos não se
fala de eutanásia, mas sim de suicídio assistido.
Há ainda uma série de outros termos que
frequentemente são confundidos com eutanásia. A palavra ortotanásia significa
morte natural e por vezes é utilizada para situações em que são desligados ou
retirados os meios extraordinários para manter a vida. O que é coloquialmente
designado como «desligar as máquinas», ou o recusar tratamentos que podem curar
uma doença ou eventualmente prolongar a vida, não são formas de eutanásia, nem
são moralmente equiparáveis.
A distanásia é precisamente o
contrário da eutanásia. A palavra significa «má morte» e é entendida como o
prolongamento de uma vida, por meios artificiais, mesmo quando isso implica
sofrimento para o doente. A distanásia é considerada universalmente uma prática
médica inadequada.
Nos últimos anos tem-se falado bastante da
expressão testamento vital. Também isto não pode ser confundido com eutanásia.
O testamento vital é apenas um instrumento jurídico que
permite a uma pessoa, em plena possa das suas capacidades, deixar instruções
sobre como gostaria de ser tratada caso venha a encontrar-se incapacitada. O
que se pede no testamento vital é que pode, ou não, ser polémico. Mas o pedido
de não ser prolongada a vida por meios artificiais, quando não existe esperança
médica de uma cura ou recuperação de consciência, por exemplo, mais uma vez,
não é eutanásia. Naturalmente, enquanto a eutanásia não for uma prática legal em
Portugal, não se pode requisitá-la num testamento vital.
Quando se fala de sofrimento em fim de vida,
fala-se ainda de cuidados paliativos, os cuidados de saúde
prestados a pessoa com doença incurável, avançada e progressiva, com o
objectivo de intervir no sofrimento global (físico, psicológico, emocional),
independentemente da doença de que sofre e do prognóstico (que pode ser de
anos, meses ou semanas). Não se destinam apenas a moribundos e pretendem
intervir globalmente no sofrimento, evitando que ele se torne intolerável, e
apoiam também a família.
Uma das ferramentas terapêuticas, que não se
utiliza como medida de primeira linha mas sim para sintomas que não podem ser
tratados de outra forma, é a sedação paliativa.
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