BLOGUE DA ALA DOS ANTIGOS COMBATENTES DA MILÍCIA DE SÃO MIGUEL

domingo, 2 de julho de 2017

Recrutamento russo nas redes sociais




Luis Dufaur

Ladislav Kasuka redigia a sua costumeira diatribe stalinista contra o Ocidente num site checo quando começou a receber mensagens oferecendo-lhe dinheiro para organizar protestos de rua. A primeira mensagem, recheada de bajulações pelo seu trabalho, chegou em russo, enviada por alguém que ele desconhecia. De início, a oferta foi de 300 euros. Era para Kasuka, um esquerdista sem um tostão, comprar bandeiras e cartazes para uma manifestação pública contra a OTAN e o governo pró-ocidental da Ucrânia.

Em seguida, ofereceram-lhe mais 500 euros para comprar uma videocâmara e publicar os seus vídeos na Internet. Kasuka ficou perplexo, mas foi aceitando. Pouco depois estava enleado numa estranha trama que funcionava nas redes sociais teledirigida pela Rússia. O seu caso foi apenas um entre muitos na Europa Oriental e Central, resultantes de uma campanha de influência frenética, por vezes grosseira, financiada por Moscovo e dirigida por Alexander Usovsky, agitador nacionalista russo, sicário ideológico numa batalha para ganhar almas e mentes nos fios da Internet.

Ladislav Kasuka

O seu objectivo é recrutar activistas estrangeiros e irrigá-los com dinheiro fornecido por «oligarcas» e agentes do Estado putiniano. Usovsky «é um bom caso de estudo sobre os métodos russos», disse Daniel Milo, ex-funcionário do Ministério do Interior eslovaco, especialista em extremismo da Globsec, grupo de investigação de Bratislava. «Ele é uma pequena engrenagem de uma grande indústria. E poderia haver dúzias como ele», opinou Milo.

Usovsky montou uma rede de sites em várias línguas e criou uma fundação falsa, cuja fachada era promover a cultura. Apresentou orçamento de milhares de euros a Malofeev para promover candidatos pró-russos nas eleições polonesas, mas não conseguiu fazer vencer um só. Identificou contudo sócios na Europa Oriental e Central dispostos a receber a sua ajuda. Ampliou na Internet as vozes radicais, fez com que pequenas passeatas parecessem muito maiores do que eram.

Trabalhou com os media russos para garantir que «os seus» colaboradores estrangeiros recebessem ampla cobertura nos órgãos moscovitas. Por isso Kasuka, o stalinista checo, aparece habitualmente nos media russos como conceituado comentarista de geopolítica e de assuntos checos. Chegou a dizer por meio da Russia Today que os EUA poderiam lançar uma bomba atómica sobre a Ucrânia e culpar a Rússia para assim provocar uma guerra.

«É uma loucura total», comentou Roman Maca, analista sediado em Praga. «O Canal Um russo apresentou como notícia séria um protesto de 10 pessoas que na sua maioria seriam candidatas ao internamento num hospital psiquiátrico». Usovsky acabou por cair em desgraça, mas foi atrás de outros doadores com planos detalhados para montar uma «quinta coluna pró-russa», canalizando dinheiro para políticos anti-OTAN e a anti-UE.

Por sua vez, Kasuka desanimou das arruaças e agora concentra-se no estudo da filosofia marxista, dos «logros» de Stalin e da miséria causada pela exploração capitalista. Talvez esteja lendo a «Laudato Si».





quarta-feira, 14 de junho de 2017

ACERCA DA NOTÍCIA DA FUNDAÇÃO DE UM PARTIDO LIBERAL

Nota do Secretariado da Milícia de São Miguel

Foi divulgado pelos meios de comunicação a intenção de um grupo de pessoas fundar um novo partido de ideologia integralmente liberal. Na realidade, a filoxera do liberalismo já se instalou nos vários partidos, principalmente nas questões de natureza moral. Qualquer dos partidos do sistema da III República é dominado por dirigentes de cariz liberal e decadente. Esse novo partido confessadamente liberal não virá trazer nada de novo ao caos já existente.

Para melhor esclarecimento, o Secretariado da Milícia de São Miguel
publica a seguinte nota.

1 — No seu Manifesto, em geral em tom tecnocratista retocado com um pseudo-humanismo, o grupo liberal abstém-se de qualquer palavra em defesa dos valores morais da nossa Civilização, em particular da família natural.

Mais, o grupo liberal afirma o seu respeito pela «família»

«independentemente da sua forma» [I, 2].

E mais adiante explicita mesmo a defesa da igualdade de direitos

«independentemente de (...) orientação sexual» [I, 4, j)].

Em tais declarações, nada a estranhar pois verificamos que o grupo liberal se coloca no seu terreno ideológico e moral, reclamando afinal o campo que é naturalmente seu ao CDS dos ditos cristãos Portas e Cristas e ao PPD-PSD de Passos e dos grupos cavaquista e maçónico que presentemente o pretendem derrubar.

Com esse novo partido liberal, a ILGA pode continuar tranquila.

2 — O grupo liberal, na linha ideológica que lhe é própria, diaboliza o Estado em absoluto. O grupo liberal confunde os conceitos, a saber.


O Estado em que vivemos
, criado pela III República, já liberal nos aspectos morais, socialista noutros, agressor da família natural, opressor do cidadão e do investidor na fiscalidade e na burocracia, protector de interesses ilegítimos dos grandes grupos e maná para a classe política se nutrir.

O Estado liberal integral
, pretendido pelo grupo fundador, que conserva a decadência moral do Estado actual e abre completamente as portas ao esmagamento económico dos pequenos pelos grandes.

E o Estado moral e regulador
, ao qual aspira qualquer pessoa de bem, que defende os fracos dos fortes, os valores da Civilização, a Nação e o bem comum, regulando sem estorvar a livre iniciativa.

Tão maus para o cidadão e para o empresário são tanto o Estado em que vivemos como o Estado liberal integral. Apenas o Estado moral e regulador serve a Civilização, a Nação e o bem comum.

3 — O grupo liberal mostra-se zeloso na defesa do europeísmo, à la Merkel, isto é, em que Portugal abdica do controlo da sua economia [IV,d)].

4 — O grupo liberal utiliza na redacção do seu Manifesto o chamado «Acordo Ortográfico», o que não deixa de ser sintomático das suas preocupações sobre a cultura e a identidade nacional.


Lisboa, 13 de Junho de 2017





quarta-feira, 24 de maio de 2017

Anda um pai a criar uma filha para isto…


Laurinda Alves, Observador, 23 de Maio de 2017





Estes rapazes e raparigas terão os seus filhos e as filhas, e uma das grandes interrogações também passa por saber como agiriam se soubessem que as suas próprias filhas se vendem por um par de shots.




Ler mais em: http://uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.pt/2017/05/anda-um-pai-criar-uma-filha-para-isto.html




domingo, 14 de maio de 2017

É bom conhecermos a verdadeira Marine Le Pen (2): influências maçónicas


https://www.youtube.com/watch?v=gi5405Bs7xc&feature=youtu.be






É bom conhecermos a verdadeira Marine Le Pen (1): abortista

A eurodéputée Sophie Montel do FN, que preside ao groupe frontistea no Conselho Regional de Bourgogne-Franche-Comté, pronunciou um discurso centrado no «direito das mulheres», apoiando o aborto:

«Nous ne faisons pas du vieux conservatisme en reprenant à notre compte des combats d'arrière-garde. Nous sublimons la femme, nous défendons la libre disposition de son corps qui passe naturellement par la sanctuarisation de la contraception et la non-remise en cause de l'avortement. Oui, mes amis, le Front national défend le droit de la femme à disposer de son corps.»

Marine Le Pen e a eurodéputée Sophie Montel do FN, que preside
ao groupe frontistea no Conselho Regional de Bourgogne-Franche-Comté

«Tens razão, Sophie» — exclama Marine

Sophie Montel foi aplaudida por parte da sala e assobiada por outra. Esta passagem soa a ataque a  Marion Maréchal-Le Pen, sobrinha de Marine Le Pen, e que tem sobre este assunto uma posição totalmente contrária.  Marion  refere-se à «banalização do aborto».

No seu discurso, Marine Le Pen disse a Sophie Montel: «Tens razão, Sophie».





terça-feira, 2 de maio de 2017

Não ao «Acordo Ortográfico» de 1990 !







Duzentos capitães


Joaquim Paço d´Arcos.

    Duzentos capitães!
    Não os das caravelas
    Não os heróis das descobertas e conquistas,
    A Cruz de Cristo erguida sobre as velas
    Como um altar
    Que os nossos marinheiros levavam pelo mar
    À terra inteira! (Ó esfera armilar, que fazes hoje tu nessa bandeira?)
    Ó marujos do sonho e da aventura,
    Ó soldados da nossa antiga glória,
    Por vós o Tejo chora,
    Por vós põe luto a nossa História!

    Duzentos capitães!
    Não os de outrora...
    Duzentos capitães destes de agora (pobres inconscientes)
    Levando hílares, ufanos e contentes
    A Pátria à sepultura,
    Sem sequer se mostrarem compungidos
    Como é o dever dos soldados vencidos.
    Soldados que sem serem batidos
    Abandonaram terras, armas e bandeiras,
    Populações inteiras
    Pretos, brancos, mestiços (milagre português da nossa raça)
    Ao extermínio feroz da populaça.

    Ó capitães traidores dum grande ideal
    Que tendo herdado um Portugal
    Longínquo e ilimitado como o mar
    Cuja bandeira, a tremular,
    Assinalava o infinito português
    Sob a imensidade do céu,
    Legais a vossos filhos um Portugal pigmeu,
    Um Portugal em miniatura,
    Um Portugal de escravos
    Enterrado num caixão d'apodrecidos cravos!

    Ó tristes capitães ufanos da derrota,
    Ó herdeiros anões de Aljubarrota,
    Para vossa vergonha e maldição
    Vossos filhos mais tarde ocultarão
    Os vossos apelidos d'ignomínia...
    Ó bastardos duma raça de heróis,
    Para vossa punição
    Vossos filhos morrerão Espanhóis!