BLOGUE DA ALA DOS ANTIGOS COMBATENTES DA MILÍCIA DE SÃO MIGUEL
quarta-feira, 24 de maio de 2017
Anda um pai a criar uma filha para isto…
Laurinda Alves, Observador, 23 de Maio de 2017
Estes rapazes e raparigas terão os seus filhos e as filhas, e uma das grandes interrogações também passa por saber como agiriam se soubessem que as suas próprias filhas se vendem por um par de shots.
Ler mais em: http://uniaodasfamiliasportuguesas.blogspot.pt/2017/05/anda-um-pai-criar-uma-filha-para-isto.html
quarta-feira, 17 de maio de 2017
segunda-feira, 15 de maio de 2017
domingo, 14 de maio de 2017
É bom conhecermos a verdadeira Marine Le Pen (1): abortista
A eurodéputée Sophie
Montel do FN, que preside ao groupe frontistea no Conselho Regional de
Bourgogne-Franche-Comté, pronunciou um discurso centrado no «direito das mulheres», apoiando o aborto:
«Nous ne faisons pas du vieux conservatisme en reprenant à notre compte des combats d'arrière-garde. Nous sublimons la femme, nous défendons la libre disposition de son corps qui passe naturellement par la sanctuarisation de la contraception et la non-remise en cause de l'avortement. Oui, mes amis, le Front national défend le droit de la femme à disposer de son corps.»
«Tens razão, Sophie» — exclama Marine
Sophie Montel foi aplaudida por parte da sala e assobiada por outra. Esta passagem soa a ataque a Marion Maréchal-Le Pen, sobrinha de Marine Le Pen, e que tem sobre este assunto uma posição totalmente contrária. Marion refere-se à «banalização do aborto».
No seu discurso, Marine Le Pen disse a Sophie Montel: «Tens razão, Sophie».
«Nous ne faisons pas du vieux conservatisme en reprenant à notre compte des combats d'arrière-garde. Nous sublimons la femme, nous défendons la libre disposition de son corps qui passe naturellement par la sanctuarisation de la contraception et la non-remise en cause de l'avortement. Oui, mes amis, le Front national défend le droit de la femme à disposer de son corps.»
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| Marine Le Pen e a eurodéputée Sophie Montel do FN, que preside ao groupe frontistea no Conselho Regional de Bourgogne-Franche-Comté |
«Tens razão, Sophie» — exclama Marine
Sophie Montel foi aplaudida por parte da sala e assobiada por outra. Esta passagem soa a ataque a Marion Maréchal-Le Pen, sobrinha de Marine Le Pen, e que tem sobre este assunto uma posição totalmente contrária. Marion refere-se à «banalização do aborto».
No seu discurso, Marine Le Pen disse a Sophie Montel: «Tens razão, Sophie».
terça-feira, 2 de maio de 2017
Duzentos capitães
Joaquim Paço d´Arcos.
Duzentos capitães!
Não os das caravelas
Não os heróis das descobertas e conquistas,
A Cruz de Cristo erguida sobre as velas
Como um altar
Que os nossos marinheiros levavam pelo mar
À terra inteira! (Ó esfera armilar, que fazes hoje tu nessa bandeira?)
Ó marujos do sonho e da aventura,
Ó soldados da nossa antiga glória,
Por vós o Tejo chora,
Por vós põe luto a nossa História!
Duzentos capitães!
Não os de outrora...
Duzentos capitães destes de agora (pobres inconscientes)
Levando hílares, ufanos e contentes
A Pátria à sepultura,
Sem sequer se mostrarem compungidos
Como é o dever dos soldados vencidos.
Soldados que sem serem batidos
Abandonaram terras, armas e bandeiras,
Populações inteiras
Pretos, brancos, mestiços (milagre português da nossa raça)
Ao extermínio feroz da populaça.
Ó capitães traidores dum grande ideal
Que tendo herdado um Portugal
Longínquo e ilimitado como o mar
Cuja bandeira, a tremular,
Assinalava o infinito português
Sob a imensidade do céu,
Legais a vossos filhos um Portugal pigmeu,
Um Portugal em miniatura,
Um Portugal de escravos
Enterrado num caixão d'apodrecidos cravos!
Ó tristes capitães ufanos da derrota,
Ó herdeiros anões de Aljubarrota,
Para vossa vergonha e maldição
Vossos filhos mais tarde ocultarão
Os vossos apelidos d'ignomínia...
Ó bastardos duma raça de heróis,
Para vossa punição
Vossos filhos morrerão Espanhóis!
sábado, 22 de abril de 2017
Suécia teme a agressividade de Moscovo e intensifica rearmamento
Revista Catolicismo, n.º 796, 20
de Abril de 2017
A Suécia, que nutria até há
pouco um pacifismo visceral, agora, diante da agressividade de Putin,
restabeleceu o serviço militar obrigatório. As provocadoras manobras da marinha
e da força aérea russa nas fronteiras do país escandinavo geram grande temor.
quinta-feira, 20 de abril de 2017
EUA e China frente a frente com as ameaças da Coreia do Norte
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| A Coreia do Norte intensificou as ameaças de ataque nuclear aos E.U.A.. Os mísseis são feitos com partes contrafaccionados ocidentais passadas pela China |
Luis Dufaur, Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, 19 de
Abril de 2017
Após insistentes
provocações nucleares e missilísticas a Coreia do Norte caminhava a achar que
vivia na era da impunidade que a moleza de Barack Obama lhe tinha garantido.
Mas agora, uma frota
liderada pelo porta-aviões USS Carl Vinson navega à distância
de fogo das suas paupérrimas, mas eriçadas bases militares.A Agência Central de
Notícias de Pyongyang achou «ultrajante» a manobra escreveu o «Chicago Tribune».
A presença de navios de
guerra americanos na região é habitual, mas o secretário de Estado americano
Rex Tillerson esclareceu: «Se alguém viola os acordos internacionais, não
cumpre os seus compromissos, e se transforma numa ameaça para os outros,
num dado momento alguma resposta lhe deve ser dada», acrescentou o «Chicago Tribune».
A China percebeu logo
que as intimidações do ditador norte-coreano Kim-Jong-Un com os seus mísseis contrafaccionados
e de pontaria não demonstrada de pouco servem. Então decidiu intervir
sorrateiramente.
De facto, a China
constitui o grande problema por trás do exibicionismo e a arrogância de
Pyongyang.
Segundo o jornal
chinês «The Epoch Times» editado em Nova
Iorque, fontes dos media sul-coreanos dizem que 150 mil médicos e pessoal de
apoio do Exército de Libertação Popular (ELP) da China foram mobilizados ao
longo do rio Yalu, que a separa da Coreia do Norte.
Esta mobilização foi
precipitada pela movimentação do grupo naval liderado pelo porta-aviões Carl
Vinson, que se encaminhou para a Península Coreana em 8 de Abril, mudando o seu
rumo original.
O presidente dos E.U.A.
Donald Trump e o líder chinês Xi Jinping encontraram-se na Flórida entre
os dias 6 e 8 de Abril. E foi num jantar que o chinês ficou a saber que o
americano tinha ordenado bombardear a Síria, escreveu «The Guardian».
O recado foi claro. Xi
Jinping saiu satisfeito com as conversações e comprometido a conduzir a crise
nuclear norte-coreana a uma conclusão pacífica.
Mas Xi percebeu logo o
que pode acontecer na Coreia. Ele sabe que a China nem sequer tem como
enfrentar militarmente os E.U.A.. Mas os imensos investimentos ocidentais no
seu território são uma arma de chantagem de primeira magnitude.
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| O grupo de tarefas do USS Carl Vinson navega no Mar do Sul da China |
Pyongyang esbravejou
expressando confiança no seu «tremendo músculo militar com força nuclear» para
se defender caso os E.U.A. escolham uma opção militar.
A Coreia do Norte,
ditadura comunista e um dos regimes mais repressivos do mundo tem graves
dificuldades para alimentar basicamente a quem não é do Partido Comunista.
Embora a sua
infra-estrutura industrial e tecnológica seja deplorável, já detonou pelo menos
cinco bombas nucleares subterrâneas e testou mísseis civis e militares que
seriam capazes de atingir os E.U.A..
Num desses testes, a
marinha da Coreia do Sul recuperou partes completas dos motores de um míssil
que caiu no mar. As peças foram analisadas por especialistas internacionais,
noticiou «The Washington Post».
Os testes constataram
que muitas partes terminantes, incluindo software e peças
vetadas à venda para a Coreia do Norte, tinham sido adquiridas no exterior
usando empresas chinesas como intermediários.
O Unha-3 que pôs em
órbita o satélite Kwangmyongsong-4 em 7 de Fevereiro de 2016, foi o mais
poderoso feito pelo regime de Kim Jong Un. Media mais de 30 metros de altura e
era capaz de despejar engenhos nucleares em cidades remotas como Washington.
Nos restos do Unha-3 foi
recuperado um vasto leque de partes electrónicas fabricadas em países
ocidentais e encaminhadas para a Coreia do Norte pela própria China.
A contrafacção não
impediu que explodisse logo após a ignição o míssil agendado para partir
durante as espalhafatosas manifestações militares pelo aniversário do ditador
Kim-Jong-Un.
A Coreia do Norte «é
um regime imprevisível e agora tem capacidade nuclear», disse o assessor de
segurança nacional tenente-general H. R. McMaster no Fox News Sunday.
«O presidente Xi e o
presidente Trump concordaram que isso é inaceitável, o que deve acontecer é a
desnuclearização da Península Coreana».
Em 10 de Abril, o
presidente Trump indicou numa mensagem de Twitter: «expliquei ao
presidente da China que um acordo comercial com os E.U.A. será muito melhor se
eles resolverem o problema da Coreia do Norte!»
E acrescentou: «a Coreia
do Norte está à procura de problemas. Se a China decidir ajudar, isso seria
óptimo, se não, resolveremos o problema sem eles!»
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| O aniversário do ditador foi um paroxismo de exibicionismo e intimidações |
A Coreia do Norte com as
costas quentes pela China não arreda e anuncia mais uma explosão nuclear no seu
campo de testes nucleares subterrâneos de Punggye-ri, área montanhosa no
nordeste do país.
Actividade inusual,
inclusive um visita do jacto privado do ditador, foi fotografada por satélite,
segundo «The Washington Post».
Simultaneamente, os
E.U.A. lançaram a sua mais potente bomba não-nuclear sobre um conjunto de
túneis e cavernas do Estado Islâmico em Achin, província de Nangarhar,
Afeganistão, perto da fronteira com o Paquistão.
Foi a primeira vez que
os EUA usou a bomba GBU-43 MOAB (Massive Ordenance Air Blast) em conflito
conhecida como a «mãe de todas as bombas» pelas suas 11 toneladas de
explosivos.
Nos mesmos dias a
imprensa americana revelou o momento em que presidente Trump comunicou o
bombardeamento da Síria ao presidente Xi Jinping, com quem jantava.
Trump também comentou,
aliás pouco polidamente: «Acredito que faremos muita pressão sobre a Rússia
para que garanta que teremos paz, porque francamente se a Rússia não tivesse
apoiado esse animal (o ditador da Síria), agora nós não teríamos problemas»,
segundo o «The New York Times».
domingo, 16 de abril de 2017
Adopção de crianças por homossexuais: razões para o não
Pe. João Paulo Pimentel
O
primeiro problema decorrente da adopção de crianças por pares homossexuais
deriva do facto de se ter chamado «casamento» a tais uniões. Como bem
esclarecia um documento da Congregação para a Doutrina da Fé de 3 de Junho de
2003, «não existe nenhum fundamento para equiparar ou estabelecer analogias,
mesmo remotas, entre as uniões homossexuais e o plano de Deus sobre o
matrimónio e a família» (n.º 4). Aliás, a insistência, por parte de uma minoria
(ainda que ruidosa e financeiramente poderosa), para viabilizar a adopção
nestes moldes deve-se, em boa parte, à vontade de conquistar uma maior
legitimidade social para as próprias uniões homossexuais. As crianças são um
meio em vista de um objectivo ideológico.
Quando
a sociedade afirma que uma união homossexual pode ser um casamento está a
evidenciar que, pelo caminho, perdeu valores fundamentais:
- Perdeu
a consciência da riqueza da diferenciação sexual;
- Perdeu
o significado profundo do corpo, que pode expressar um amor de doação
precisamente porque há um outro que é diferente e complementar;
- Perdeu
o nexo entre a união conjugal e a procriação como se esta fosse um
acidente da anterior que talvez uma vez na vida possa suceder;
- Perdeu
o significado da entrega do próprio «eu» no acto conjugal que é visto
apenas como um disfrutar mutuamente um com o outro;
- Perdeu
a consciência da existência de uma união entre um homem e uma mulher que é
para toda a vida e tem a chancela divina;
- De
facto, perdeu a consciência de que há um plano de Deus para o amor humano
entre um homem e uma mulher e de que esse plano é essencial para as
felicidades terrena e eterna.
O casamento é, portanto, uma união
indissolúvel de amor entre um homem e uma mulher; mas há países que, apesar de
aplicarem a certas uniões homossexuais o nome de «casamento», não reconhecem
aos pares homossexuais o «direito» de adoptar. Nesses casos, que razões
adicionais podem ser apresentadas para se evitar um novo mal?
Apresentaremos um elenco de razões, sinteticamente expostas e distribuídas por
dois grupos. No primeiro, exporemos as razões essenciais para ajudar a entender
que tais adopções são sempre um mal. No segundo, apresentaremos razões que
derivam sobretudo do que até agora se pôde observar nos países em que se
legalizaram essas adopções. As consequências negativas permanecem válidas mesmo
que, nalguns casos, não se tenham verificado; são, na verdade, riscos muito
sérios que reforçam a rejeição das adopções por homossexuais.
I. Razões essenciais
1. O
bem da criança é secundarizado
O
segundo princípio da Declaração Universal dos Direitos da Criança estabelece
que, quando se formulam leis relacionadas com a criança, a consideração
fundamental a que se deve atender é ao interesse superior da mesma: «Tomar-se-á
exclusivamente em conta o bem da própria criança». Permitir a adopção para
«consolar» pares homossexuais é inverter a lógica da adopção. Em tais casos, as
crianças são vistas como um meio para satisfazer esses pares, os quais chegam
ao ponto de reclamar o «direito» a ter crianças.
Há
muitos casais heterossexuais dispostos a adoptar crianças sem o conseguirem;
não faltam homens e mulheres para adoptar. A finalidade da adopção é proteger a
criança desamparada, não a satisfação de adultos que não podem gerar. Além
disso, a adopção deve imitar a natureza (adoptio imitat naturam), e a
criança é naturalmente gerada por um homem e por uma mulher.
A
adopção por homossexuais acaba por consagrar o princípio de que as crianças
são, no fundo, propriedade dos «pais» ou «mães» (de quem o Estado considere
«pais» ou «mães»). Deste modo, não é garantido às crianças, na prática, o
protagonismo das suas vidas. Todos deveríamos responder honestamente a
perguntas como as que se seguem: que família será melhor para esta criança? No
caso de eu morrer, a que tipo de pessoas gostaria que os meus filhos fossem
confiados?
2.
Ausência de modelos próximos de ambos os sexos
A
criança fica domesticamente privada, de modo deliberado, do enriquecedor
contributo da diversidade masculina e feminina. Ela necessita de um pai e de uma
mãe, nomeadamente para se identificar com a pessoa do seu sexo e para aprender
acerca do respeito, do afecto e da complementaridade que a pessoa do outro sexo
pode proporcionar. Várias pessoas educadas com dois pais ou com duas mães
queixaram-se de que não aprenderam, na prática, como se lida com pessoas do
outro sexo. A criança que vive num lar habitado por homossexuais não tem a
experiência real, em casa, das diferenças entre o homem e a mulher. Pelo
contrário: aprende erroneamente que são irrelevantes tanto as diferenças
sexuais quanto a atracção por pessoas do outro sexo.
3.
Dificuldade acrescida para conhecer Deus
Para
os que são crentes, vale a pena pensar nas razões teológicas que desaconselham
este tipo de adopções. Para conhecer Deus – que tem «coração» de pai e de mãe
–, é fundamental conhecer a fundo a riqueza da diversidade sexual. Sem essa
experiência, dificulta-se muito um conhecimento mais verdadeiro de Deus. Que
sentido fará para uma criança adoptada por dois homens as palavras de Isaías: «Acaso
pode uma mulher esquecer-se do seu bebé, não ter carinho pelo fruto das suas
entranhas? Ainda que ela se esquecesse dele, Eu nunca te esqueceria» (Is 49,
15)?
Claro
que esta lacuna também sucede, em parte, nas crianças que perderam o pai ou a
mãe. No entanto, nestes casos, elas aprendem desde muito cedo que falta «algo»
nas suas vidas: a experiência da paternidade ou da maternidade. Não lhes é dito
que a paternidade ou a maternidade são supérfluas.
4.
Mensagem de que o outro sexo é irrelevante
Quando
admite a possibilidade da adopção por duas pessoas do mesmo sexo, o Estado está
a afirmar implicitamente que o outro sexo não é relevante na formação das
crianças. Como se sentirá uma mulher a quem é dito, pelas «leis» e por costumes
práticos, que a sua condição de mãe é pouco relevante na formação das crianças?
E como se sentirá um pai a quem é dito que a sua condição de pai é dispensável?
Este
argumento é desenvolvido no seguinte testemunho (consultado online a
27 de Dezembro de 2015):
![]() |
Doug Mainwaring |
5. Grave escândalo moral
Do
ponto de vista moral, o facto de as crianças serem habituadas desde cedo a
conviverem com uma situação gravemente pecaminosa (um dos pecados que, nos
catecismos antigos, de modo pedagógico, se incluía entre aqueles que «clamam
aos Céus») levá-las-á a tomar por bom o que é mau. A indução desse erro moral é
um escândalo no sentido próprio do termo. E Jesus é bem claro a este respeito: «Quem
escandalizar um destes pequeninos que creem em Mim, melhor lhe fora que lhe
pendurassem ao pescoço a mó de um moinho e que o lançassem ao fundo do mar. Ai
do mundo por causa dos escândalos! Eles são inevitáveis, mas ai daquele homem
por quem vem o escândalo!» (Mt 18, 6-7).
6.
Constatação precoce da condição de ser adoptado
É
preferível não precipitar a informação que se dá a uma criança adoptada sobre a
sua situação, para se evitar que ela se sinta diferente das outras. Nos casos
das crianças que forem adoptadas por dois homens ou por duas mulheres, será
impossível mantê-las na ignorância até à idade e até ao momento mais
conveniente.
II. Razões empíricas
1.
Riscos de instabilidade
Outro
motivo que – sem ser o mais importante e decisivo – desaconselha este tipo de
adopção é a falta de estabilidade nas uniões homossexuais. Não é que não possam
dar-se excepções, mas estas são tão raras que o legislador – mesmo se não
encontrasse outras razões para negar a adopção – deveria exigir uma
estabilidade de vários anos antes de entregar uma criança à adopção por
homossexuais. Quando um casal diz que se vai separar, os que o rodeiam sentem
habitualmente pena e aconselham a uma reflexão séria antes de a separação ser
consumada. No caso de pares homossexuais, haverá alguém próximo que lamente
essa separação anunciada? Aliás, os próprios, quando se comprometem numa união
mais pública e estável, quererão mesmo viver juntos para toda a vida?
Mas a
falta de estabilidade nestes casos não decorre apenas da pouca durabilidade (a
duração média do «vínculo» não costuma ser superior a três anos): é sabido que
os conflitos e os comportamentos violentos entre pares homossexuais são duas a
três vezes mais frequentes do que os ocorridos em casais heterossexuais; além
disso, as mudanças de «companheiro» são muito frequentes, e a promiscuidade
sexual é maior do que a que ocorre em casais heterossexuais. Tudo isto
contribui para a instabilidade afectiva das crianças adoptadas.
2.
Risco de sérios transtornos
Alguns
psiquiatras afirmam que os principais riscos que correm as crianças adoptadas
por homossexuais são, do ponto de vista médico, os seguintes:
- Transtornos na identidade sexual;
- Maior
incidência de comportamentos homossexuais ao chegarem à adolescência (em
concreto, estes sete vezes mais frequentes do que em crianças que vivem
com os pais biológicos e em famílias com o pai e a mãe em casa);
- Tendências
significativamente maiores para a promiscuidade sexual, transtornos da
conduta, a depressão, comportamentos agressivos, a ansiedade, a
hiperactividade e as insónias.
Estes argumentos são rebatidos tanto
em artigos quanto por aqueles que estimam ainda ter decorrido pouco tempo para
se chegar a conclusões certas (dizem que «as amostras» são insuficientes para
se chegar a conclusões nesta matéria). Sendo assim, talvez a formulação mais
correcta do argumento pudesse ser a seguinte: existe uma forte possibilidade e
um aumento do risco de que as tais crianças desenvolvam problemas emocionais,
confusões na identidade sexual e depressões; há uma dificuldade real de a
criança se adaptar e crescer harmonicamente quando é educada por dois homens ou
por duas mulheres, em vez de o ser por um homem e por uma mulher.
3.
Outros riscos e dúvidas
Vale
a pena levantar mais algumas questões, numa tentativa de convidar o leitor a
reflectir:
- Quando
um rapaz adoptado por dois homens sentir atracção por raparigas, estará
à-vontade para o manifestar aos que dizem ser seus pais?
- Quando
as crianças nessas condições se derem conta de que a maioria das pessoas
tem uma atracção pelo outro sexo, como olharão para os que dizem ser seus
pais?
- Não
será previsível que crianças nessas situações acabem por ser malvistas
pelos seus colegas?
- Que
farão os pais que se vêem confrontados com um convite do colega do filho
que foi adoptado por dois homens ou por duas mulheres (referimo-nos aos
que desejam que os seus filhos saibam o que está bem e o que está mal)? Deixarão o filho ir a casa do
colega adoptado?
Para concluir, sugerimos que se veja
um último testemunho (consultado online a 27 de Dezembro de
2015):
![]() |
Professor Robert Oscar Lopez |
Defendamos o bem das crianças!
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