BLOGUE DA ALA DOS ANTIGOS COMBATENTES DA MILÍCIA DE SÃO MIGUEL

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A cidadania europeia desprezada


Pedro Vaz Patto

A Comissão rejeitou liminarmente a iniciativa, por entender que o embrião humano não é merecedor de protecção.

Muitas vozes se ouviram a lamentar a escassa participação nas eleições para o Parlamento Europeu. Nem metade dos cidadãos portugueses, e dos europeus em geral, se dispôs a votar. O fenómeno vem-se repetindo nas sucessivas eleições. O divórcio entre os cidadãos e as instituições da União Europeia persiste. Apesar do significativo reforço dos poderes do Parlamento Europeu, continuam as acusações de falta de democraticidade. O euroceticismo cresce.

Precisamente neste contexto, logo a seguir às eleições, a Comissão Europeia tomou uma decisão que não poderia ser mais contrária aos objectivos que parecem ser os de quem exprime estas preocupações.

O Tratado de Lisboa consagrou a faculdade de apresentação, pelos cidadãos europeus, de iniciativas legislativas que reúnam um número mínimo de assinaturas num número mínimo de países. A iniciativa europeia de cidadão One of us («Um de nós») recolheu assinaturas de mais de um milhão e setecentos mil europeus e em dezassete países foi ultrapassado o número mínimo exigido. Portugal foi dos países com uma adesão proporcionalmente maior. Nunca uma destas iniciativas mobilizou tantas pessoas em países tão diversificados. Essas pessoas quiseram usar um instrumento de democracia participativa (não se limitaram ao voto) e manifestaram a sua confiança nas instituições da União Europeia.

Pretendia essa iniciativa garantir que as actividades apoiadas pela União Europeia (no âmbito da investigação científica e da cooperação para o desenvolvimento) respeitassem a vida humana desde a sua fase mais vulnerável, a de embrião (tratado como «um de nós» – daí o seu nome).

Esperava-se que a necessária intervenção da Comissão se traduzisse apenas na verificação da regularidade formal do processo e remetesse a decisão da questão de fundo para o Parlamento, órgão com outra legitimidade democrática, eleito e que delibera depois de um processo de discussão pública e plural.

Não foi assim. A Comissão rejeitou liminarmente a iniciativa, por entender que o embrião humano não é merecedor de protecção, invocando a utilidade da investigação científica sobre células estaminais embrionárias (utilidade ainda não comprovada, ao contrário do que se verifica com a investigação em células estaminais adultas).

A decisão foi tomada no último dia do mandato da Comissão, já depois das eleições que hão-de conduzir à nomeação de outros comissários pelo novo Parlamento. De um ponto de vista da legitimidade democrática, é, também por este motivo, censurável. E só pode dar razão a quem fala em défice democrático da União Europeia.

Os proponentes da iniciativa, que mostraram acreditar na importância da participação dos cidadãos na construção da unidade europeia e que confiaram nas instituições da União Europeia (num contexto de indiferença e cepticismo, que muitos dizem lamentar) sentem-se, assim, desiludidos e desprezados. Com decisões como esta, é natural que cresça essa indiferença e esse cepticismo.





quarta-feira, 11 de junho de 2014

Palavras do tenente-general Sousa Rodrigues,
presidente da Comissão Executiva
para a homenagem nacional aos combatentes


(10 de Junho de 2014)

Combatentes, senhores convidados, minhas senhoras e meus senhores,


Manda-nos o dever de memória que, no dia de Portugal, a sociedade civil se reúna aqui, frente ao Monumento dos Combatentes, para prestar homenagem aos que em armas contribuíram de forma sublime para honrar o nome de Portugal.

Combatentes, convoquei-vos para virem a Belém para que celebremos Portugal.

E celebrá-lo recordando o ambiente de vida que nos tornou mais fortes e mais conscientes do valor da entrega por amor à Pátria e do sentir profundo da solidariedade que acompanha todos os actos de combate, em particular os que se travam em terras de fogo. Tomando o exemplo dos portugueses que, mais por armas que por letras, criaram e expandiram Portugal, nós, mais de um milhão de jovens, demos o melhor da nossa juventude, combatendo em terras inóspitas, longínquas, em defesa de Portugal e dos seus valores.

Éramos tão jovens, e fomos… deixando para trás o que mais gostávamos: mães, esposas, namoradas, amigos, diversões, … muitos de nós, como eu, deixando filhos bebés, outros a caminho de nascer… E combatemos… lutámos.

E será que os jovens de hoje comparecem perante os novos combates por Portugal? Perante sérias dúvidas, esta comissão executiva elegeu um tema de reflexão que urge tomar em mãos: colocar a juventude como elemento nuclear na definição dos desígnios de Portugal e pôr os jovens a pensar sobre os seus próprios desafios e motivá-los a responder às várias ameaças que por aí andam.

E a vencê-las. E elegemos «O MAR» como um desses desafios. Por isso levámos este assunto a debate em colóquio universitário, mostrando as potencialidades do Mar que é nosso, que aumenta imenso o nosso território e património, cuja exploração económica exige um aval científico que está nas fronteiras do conhecimento, plataforma que precisamos de defender para assegurar uma via essencial ao nosso desenvolvimento.

E muitos outros combates nos esperam, a salvaguarda da independência, a defesa da língua e da cultura, a erradicação da pobreza, tantos outros. A nossa geração de jovens dos anos sessenta e setenta enfrentou muitos desafios, antes, durante e depois da guerra. Combatemos por Portugal porque nos impunha o dever moral de defender os valores nacionais.

Foi por sentir a necessidade de transferir a responsabilidade de prosseguir os combates por Portugal para as novas gerações que vos pedi que trouxessem os vossos filhos e os vossos netos, para que, daqui, do ponto de onde todos partimos, cujo património histórico nos faz recordar os nossos heróis de aventura, eles possam meditar sobre os seus compromissos para com o nosso País. Por último queria pedir-vos um pequeno momento de meditação… Voltem-se para as paredes brancas desta fortaleza e recordem os vossos amigos…

Com este gesto, gostaria que focássemos a atenção no essencial: a homenagem que aqui prestamos aos combatentes que morreram por Portugal. E louvar os de hoje que combatem noutras terras, noutros conflitos. E recordar as centenas de milhares de combatentes do Ultramar que não puderam vir. É inequívoco o seu amor por Portugal, o Portugal que jurámos defender, mesmo com o sacrifício da própria vida.

Obrigado combatentes. VIVA PORTUGAL.





domingo, 18 de maio de 2014

As eleições e os «cientistas» da «ciência Europa»

Heduíno Gomes

O evento eleitoral para o parlamento dito europeu traz mais uma vez à ribalta os «cientistas» da «ciência Europa».  São os «europólogos». Todos profissionais dessa «ciência».

A grande «cientista» Isabel Meirelles

Uns são especialistas dos «aspectos jurídicos». Sobre estes, até se compreende a sua especialidade, dado que o emaranhado do monstro europeu é uma realidade com que tem de se lidar e ela exige que haja quem possa fazer de GPS para que o Estado não meta demasiada água. Mas não é da sua competência definir como deveria ser a Europa civilizada.

Outros percebem muito dos «aspectos técnicos». Sobre estes, os experts, sabem o que se passa no seu micromundo técnico. E daí não passam nem os deixam passar. Sabem lá ou deixam-nos lá saber o que é a Europa civilizada!

E outros têm uma «grande experiência europeia», ou porque por lá passaram, ou porque por cá estagiaram. Sobre estes, há que notar que não são os experts mas sim os espertos. São os que não conhecem nada de nada a não ser os corredores do poder, eurocrático ou de cá, e utilizam esse conhecimento exclusivamente para fazer carreira. Querem lá saber da Europa civilizada!

E são precisamente estes de «grande experiência europeia» que vão agora representar os Portugueses! Os Zorrinhos, os Paulos Rangéis, os Carlos Coelhos, os Fernandos Costas, os Daniéis limianos...

O grande «cientista» das causas marginais na Europa 

Que vão eles defender para o parlamento dito europeu?

Defendem os valores da Civilização ou a barbárie?

Defendem a família natural ou a agenda dos invertidos e fufas?

Defendem o respeito pela vida ou a barbárie da eutanásia, do aborto e da experimentação sobre seres humanos?

Defendem o bem comum ou os seus interesses carreiristas e de grupos egoístas?

O lobby controlador


Defendem a Europa das nações ou o esmagamento das nações pelos grandes?

Defendem a identidade nacional ou a uniformização cultural?

Defendem a independência de Portugal ou a submissão a poderes estrangeiros?

quarta-feira, 14 de maio de 2014

A barbárie e o relativismo cultural

É frequente ouvir gente de esquerda a defender a igualdade entre a Civilização ocidental, ou cristã, ou judaico-cristã, e aquilo a que chamam «outras civilizações».
Qualquer pessoa de bom senso sabe que tal tese é apenas o produto cego de ideologias que nada têm a ver com a realidade. A este propósito, veja-se este vídeo -- que não é de Hollywood apesar de não o podermos localizar no espaço (apenas se deduz que é África) nem no tempo -- e mostra bem como essas chamadas «civilizações» podem ser equiparadas à Civilização ocidental...
Argumentarão esses relativistas que, no Ocidente, houve o nazismo. Pois houve. E quem diz que a barbárie nazi faz parte da Civilização?

Islâmicos na Nigéria raptaram cerca de 300 meninas cristãs

A barbárie está mais forte do que nunca e continua a reinar em pleno século XXI. Informem-se e divulguem este crime.

As crianças raptadas na Nigéria, pelos islâmicos, não podem ser esquecidas e têm de ser libertadas.

http://www.rtp.pt/noticias/index.php?article=735324&tm=7&layout=123&visual=61

http://www.publico.pt/mundo/noticia/presidente-da-nigeria-pede-ajuda-internacional-para-encontrar-raparigas-raptadas-1634695

http://oglobo.globo.com/mundo/lider-de-grupo-terrorista-promete-vender-centenas-de-meninas-raptadas-na-nigeria-12380403

http://www.jornalnoticias.co.mz/index.php/internacional/15277-sequestro-de-estudantes-na-nigeria-boko-haram-assume-rapto-e-ameaca-vende-las

http://pt.euronews.com/2014/05/06/nigeria-mais-oito-jovens-raptadas